Como ganhar a “guerra do talento”?

«Se, no namoro entre candidato e empresa, o salário e as competências técnicas se assumem como pressupostos, o que poderá fazer a diferença no momento da contratação efectiva são os benefícios.»

 

Por Luís Sottomayor, Community director da Talent Portugal*

 

Sabia que – num universo que engloba mais de duas centenas dos melhores empregadores em Portugal – para um terço destes, os candidatos não necessitam já de falar português? E que, para quase 100 por cento destas empresas, o inglês se assume como um idioma obrigatório? Esta realidade vem demonstrar que vivemos numa aldeia global e que, mais do que a nacionalidade, as empresas procuram hoje o perfil perfeito para a vaga (que se espera perfeita, também).

Com a abertura das fronteiras no recrutamento, abre-se, naturalmente, todo um novo mundo de candidaturas. Mas, será que os candidatos estrangeiros – que, cada vez mais, procuram, também, experiências profissionais fora dos seus países de origem – têm conhecimento destas oportunidades? Será que os empregadores (se) estão a comunicar eficazmente? Mais do que isso, será que estão a saber posicionar-se na chamada “guerra de talento”?

A verdade é que as organizações têm, hoje, um conjunto de desafios acrescidos. Se, há apenas alguns anos, a remuneração e a progressão na carreira seriam os aspectos mais valorizados pelos candidatos, agora, nesta “guerra de talento”, há que ter em atenção a outros factores capazes de atrair os melhores candidatos. A possibilidade de trabalhar a partir de casa, a oferta de ginásio dentro da empresa, de folga no dia de aniversário ou a oferta de transporte público são apenas alguns dos aspectos valorizados (e procurados) por um cada vez maior número de candidatos.

É caso para dizer que, se no namoro entre candidato e empresa, o salário e as competências técnicas se assumem como pressupostos, o que poderá fazer a diferença no momento da contratação efectiva são os benefícios. Neste ponto, é importante referir que, em Portugal, o site TalentPortugal.com se assume como a única plataforma de empregadores que permite que os candidatos pesquisem, não só por tipo de empresa, mas, também, pelos benefícios oferecidos aos colaboradores.

Todos estes “add-ons” fazem parte de uma tendência em crescimento no que aos Recursos Humanos se refere: o employer branding, ou seja, a proposta de valor do empregador. É, por isso, hora dos profissionais de recrutamento e de marketing reflectirem sobre esta questão e estudarem como atrair e reter talento.

É hora de perceber onde encontrar candidatos em áreas de escassez de talento e, por exemplo, analisar se os estrangeiros poderão ser também uma fonte adicional de recursos humanos. É crucial, ainda, descobrir como responder às competências mais procuradas e de que forma devem as empresas interagir com as universidades, politécnicos, núcleos e associações de estudantes estrangeiros.

Podemos afirmar que o employer branding se assume cada vez mais como a nova disciplina, que tem a capacidade de unir os Recursos Humanos ao Marketing.

É exactamente neste ponto que a Talent Portugal – enquanto comunidade de atração de talento e ponto de encontro entre candidatos, empresas e instituições – tem vindo a desempenhar um importante papel, seja na segmentação da oferta destes empregadores, na sistematização dos benefícios que as organizações oferecem ou na divulgação das feiras de emprego existentes de norte a sul do país. Mais ainda, na promoção do employer branding, uma tendência a que as empresas não poderão ficar indiferentes pois, nesta “guerra do talento”, há que saber como atrair e, ainda mais, como reter o maior e mais importante recurso de uma empresa: as pessoas.

 

* A Talent Portugal é uma comunidade de atracção de talento e ponto de encontro entre candidatos, empresas e instituições

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