Como passámos do full-time a trabalhar a partir de casa?

A flexibilidade laboral surgiu há 30 anos, abrindo uma porta de possibilidades para os trabalhadores. No entanto, segundo a IWG, foi na última década que o conceito de trabalho flexível ganhou força. (re)Veja o que mudou. 

 

De acordo com o IWG, dono das marcas Regus, Spaces, HQ, Signature e Nº18, a tecnologia foi, «sem dúvida», um «dos maiores impulsionares do trabalho flexível». A empresa realça que a Internet, os telemóveis e computadores portáteis deram início à tendência do trabalho remoto nos anos 90. Porém, só nos últimos 10 anos, ganhou verdadeiramente força, com a melhoria da velocidade da rede e da instalação de videoconferência com qualidade superior. Com o 5G no horizonte, a robótica e a realidade aumentada, acredita que facilitará ainda mais o contacto entre estes profissionais em pontos diferentes do globo.

Mas não foram apenas as novas tecnologias que impulsionaram o trabalho flexível. O IWG faz notar que os profissionais estão cada vez mais a exigir esta opção às empresas. «Há um impulso crescente para que as pessoas procurem um melhor equilíbrio entre vida profissional e pessoal. (…) Como as deslocações para o trabalho costumam ser uma das partes mais stressantes do dia das pessoas, muitos procuram oportunidades de trabalhar em casa ou num escritório num local mais conveniente» aponta.

Por outro lado, a competição por novos talentos também levou ao crescimento do trabalho flexível. Uma pesquisa do IWG concluiu que 80% dos líderes empresariais consideram que o trabalho flexível os ajuda a reter os melhores talentos e dois em cada três (64%) estão a oferecer trabalho flexível para melhorar as estratégias de recrutamento.

«O trabalho flexível é uma solução possível, permitindo equilibrar melhor o trabalho e a vida doméstica», acrescenta, sublinhando que «as empresas inteligentes estão a introduzir políticas para ajudar a alcançar este objectivo, abrindo esta possibilidade».

Citando dados de um estudo do McKinsey Global Institute, refere ainda que os empregadores na Europa e na América do Norte exigirão de 16 a 18 milhões a mais de trabalhadores com formação universitária em 2020 do que os disponíveis. Porém, a previsão é de que as empresas não consigam preencher uma em cada dez funções. Como resultado, explica que «o equilíbrio de poder nas negociações de contratos de trabalho tem mudado para os funcionários e agora muitos sentem-se à vontade para exigir condições de trabalho que melhor se adaptem às suas vidas fora do trabalho».

Outro impulsionar da mudança foi o despertar das empresas ao ver os benefícios comerciais deste conceito. De acordo com o IWG, nove em cada 10 (89%) empregadores acreditam que a flexibilidade laboral ajuda os seus negócios a crescer, 87% veem isso como um aumento da sua competitividade e 82% dizem que melhora a produtividade.

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