Criação de empresas em Portugal continua a aumentar. Saiba em que sectores

De acordo com o mais recente Barómetro da consultora Informa D&B, até ao fim de Outubro foram constituídas 41 852 novas empresas, mais 3 700 mais do que no período homólogo de 2018, o que representa um crescimento de 9,8%. E os sectores mais dinâmicos estão a mudar. 

 

O tecido empresarial está a caminho de um novo recorde anual de criação de empresas. Mas, enquanto nos anos anteriores os sectores das actividades imobiliárias e do alojamento e restauração apresentaram grandes crescimentos na constituição de novas empresas, em 2019 são os sectores dos transportes e da construção que mostram maiores crescimentos neste indicador.

Face ao mesmo período de 2018, o alojamento e restauração registaram menos 1,0% novas empresas. Este decréscimo é consequência do subsector do ‘alojamento de curta duração’, que até final de Outubro deste ano registou menos 148 empresas que em igual período de 2018 (-15,4%).

Já as actividades imobiliárias registaram uma quebra de 3%. Apesar de ser um recuo pouco significativo, é de assinalar uma quebra de novas empresas deste sector na região de Lisboa de quase 10%, que passaram de 1726 em 2018 para 1570 em 2019.

O mesmo fenómeno de quebra é observado no sector dos serviços gerais. Na sua globalidade, o sector registou uma quebra na constituição de novas empresas que é totalmente da responsabilidade do subsector dos ‘serviços turísticos’ que este ano viu nascer menos de metade das empresas que foram criadas em 2018 (passaram de 1375 para 661).

À excepção dos sectores do alojamento e restauração, actividades imobiliárias e serviços gerais, todos os outros sectores registaram em 2019 mais constituições de novas empresas do que em igual período do anos passado, com os transportes e a construção a liderar este crescimento.

Nos Transportes, até 31 de Outubro nasceram 3 672 empresas, mais 1 954 que em igual período de 2018, equivalente a um crescimento de 113,7%. Na Construção, nasceram este ano mais 1 057 empresas que no ano passado, um crescimento de 29,4%.

O barómetro revela ainda que, todos os sectores registaram menos encerramentos do que em 2018, há excepção da agricultura, com uma descida residual de apenas três casos. Os sectores das indústrias, dos grossistas e da construção são aqueles em que a descida dos encerramentos é mais acentuada.

Já as insolvência desceram, tendo sido registada uma quebra de 8,2%, uma tendência que vem já desde 2013, mas que é agora menos acentuada. No entanto, gá sectores que dão sinais de inverter esta tendência de descida nas insolvências. Entre os sectores mais representativos, as Indústrias destacam-se pela negativa, com uma subida de 16,7%, que se deve sobretudo aos subsectores dos subsetores ‘têxtil e moda’ (267 novas insolvências, +75 casos) e ‘metalurgia’ (59 novas insolvências, +17 casos).

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