Despedimentos colectivos subiram em Setembro (atingindo o valor mais alto desde 2020)

As empresas comunicaram 414 despedimentos colectivos entre Janeiro e Setembro deste ano, o que representa um aumento de 17% face ao período homólogo, mantendo-se no nível mais elevado desde 2020, segundo dados da Direcção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT).

Nos primeiros nove meses do ano, foram comunicados ao Ministério do Trabalho mais 60 dispensas colectivas face aos 354 registados em igual período de 2024, segundo os dados da DGERT.

À semelhança do que aconteceu em Agosto, trata-se do valor mais elevado desde 2020, quando alcançou os 521.

Só no mês de Setembro, foram comunicados 55 despedimentos colectivos, contra 36 no mês homólogo.

Dos 414 despedimentos colectivos comunicados pelas empresas entre Janeiro e Setembro, 145 foram de microempresas, 167 de pequenas empresas, 63 se médias empresas e 39 de grandes empresas.

Já o número de trabalhadores abrangidos por despedimentos colectivos aumentou 16,6% até Setembro, face a igual período do ano anterior, totalizando os 5544, segundo os dados da DGERT.

Destes 5544 trabalhadores abrangidos por despedimentos colectivos, 5412 foram efectivamente despedidos, um aumento de 21% face a igual período homólogo.

O número de trabalhadores abrangidos por despedimentos colectivos está a aumentar desde 2023, sendo que o valor registado nos primeiros nove meses deste ano é já o valor mais elevado desde 2020 (5371).

Por regiões, a região de Lisboa e Vale do Tejo e o Norte continuam a ser as regiões com maior número de despedimentos colectivos comunicados até Setembro, com 203 e 126 respectivamente, perfazendo 49% e 31% do total.

No que toca especificamente ao mês de Setembro, foram efectivamente despedidos 200 trabalhadores um valor inferior aos 634 de Agosto e aos 544 do período homólogo.

Dos 200 trabalhadores efectivamente despedidos em Setembro, a região Centro representava a larga maioria (58%), com 117 trabalhadores efectivamente despedidos.

As mulheres foram as mais afectadas pelos despedimentos em Setembro, perfazendo 64% das rescisões.

As indústrias transformadoras, comércio por grosso, actividades de saúde e acção social e actividades de consultoria, científicas, técnicas e similares são os sectores com maior número de trabalhadores despedidos em Setembro, sendo que a principal razão apontada, globalmente, é a redução de pessoal (85% do total).

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