Employer Branding: as cinco tendências obrigatórias

Titiana Barroso
21 de Maio 2018 | 10:57
Employer Branding: as cinco tendências obrigatórias

O Employer Branding está a mudar, a um ritmo acelerado. Longe vão os dias em que uma política interna sólida e aulas de yoga semanais eram suficientes para que a imagem da empresa fosse notada pelo talento certo. 

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O blogue Undercover Recruiter perguntou a Samantha Hepburn, co-fundadora do Circle, fundadora do Find a Tech Job e freelance community consultant, qual o caminho que o Employer Branding está a seguir para os próximos 18 meses, e mais além.

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Estas foram as respostas:

1 – Gig Economy 

Cada vez mais empresas contratam colaboradores freelancers e a necessidade de focar no Employer Branding é maior que nunca. Os empregadores têm de ter a certeza de que oferecem uma experiência positiva a todos os candidatos e trabalhadores, independentemente do regime em que estes colaboram. A abordagem de “tamanho único” não vai funcionar nesta economia. As estratégias devem ser feitas por medida.

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«O Employer Branding pode agora ser diferente de equipa para equipa, dependendo do tamanho da empresa. Vai depender da cultura do negócio e do que pode resultar para cada departamento. As pessoas têm de ser mais criativas», afirma Hepburn.

 

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2 – Autenticidade 

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Em 2018, a necessidade para se ser autêntico está a ficar na linha da frente do Employer Branding. Os negócios devem comunicar a sua marca de uma forma genuína, para garantir que a reputação global está alinhada com as opiniões dos colaboradores.

Hepburn explica que «mais e mais pessoas falam umas com as outras. No passado, procurávamos o conselho de celebridades e influenciadores, mas agora fazemos mais algo com base na opinião de um colega, amigo ou conhecido. O aparecimento de sites como a Glassdoor também mudam o paradigma. As pessoas escrevem online como é trabalhar para a empresa X. A empresa pode dizer uma coisa, mas os ex-colaboradores podem revelar o que de facto acontece. Já não há esconderijos».

Uma forma de garantir a autenticidade é colocar pessoas reais na estratégia de Employer Branding. Os testemunhos de colaboradores e uma ênfase na felicidade das equipas é um bom primeiro passo.

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3 – Responsabilidade Social Corporativa 

Está a tornar-se cada vez mais importante. Os colaboradores querem as suas empresas a operar de forma responsável e que “ataquem” problemas sociais e ambientais, nas suas áreas geográficas. Enquanto muitas empresas estão a tornar a Responsabilidade Social parte da estratégia geral, outras estão a colocá-la no core. A Ben & Jerry’s, por exemplo, procura apenas usar ingredientes de consumo justo e investiu em programas de Sustentabilidade. Ao mesmo tempo, a TOMS oferece um par de sapatos a uma família carenciada por cada par vendido.

Hepburn desenvolve a ideia ao argumentar que as empresas precisam de dar aos colaboradores a oportunidade de fazer o seu papel a nível individual. «Muitas empresas estão a dar um dia extra de férias para os colaboradores que façam voluntariado. Vejo muitas pessoas a assumir papéis que podem ser menos pagos porque podem dar a oportunidade de saírem e fazer algo diferente». Pois todos querem ganhar aquele bom karma.

4 – Eventos offline

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Cuidado, introvertidos! 2018 é o ano em que eventos cara-a-cara voltam a estar na moda, com mais pessoas a afastarem-se do mundo digital, de volta à interacção humana. Hepburn acredita que assim se torna “full circle”, enquanto tomamos o nosso contacto offline.

Seminários, eventos de carreira e debates vão ser mais populares, mas também vai haver mais necessidade de estes serem específicos. Os eventos vão precisar de ser talhados para a audiência. Afinal, se apenas quisessem conversar, iam para o café. Hepburn acredita também que estes eventos deviam ser baseados em “experiência e aprendizagem”.

5 – As redes sociais vão crescer 

A importância das redes sociais vai continuar a crescer, e uma estratégia forte vai ser crucial. Contudo, é importante considerar as plataformas certas a investir, consoante o público alvo. Só porque é apaixonado por filtros do snapchat, isso não quer dizer que seja bom para o Employer Branding.

De acordo com Hepburn « se procura developers, tem de ir a encontros de tecnologia e postar no Twitter. Se procura designers, tenha uma boa página de Instagram, que mostra o trabalho que fazem».

 

Este texto foi originalmente publicado no Undercover Recruiter, pela autora Alice Murray. 

 

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