Escassez de competências trava crescimento dos negócios

Uma análise da Hays conclui que a escassez das aptidões pode estar a travar o crescimento dos negócios, destacando que «não há profissionais suficientes e disponíveis com as competências adequadas para preencher as vagas».  


A Hays faz notar que, em Portugal, as empresas «estão a enfrentar uma escassez de talentos para funções-chave, o que pode significar que não estão a conseguir atingir o seu potencial máximo». A escassez de competências também pode ter um impacto sobre os salários e, por isso, refere que «as empresas têm a necessidade de oferecer salários e benefícios mais atractivos para competir pelos melhores talentos».

Sandrine Veríssimo, regional director da Hays Portugal, lembra que «a escassez de aptidões não é um problema novo», mas sublinha: «Os nossos clientes têm nos confirmado que a situação está a agravar-se cada vez mais, em vez de melhorar».

As conclusões do Hays Global Skills Index corroboram isso mesmo ao revelar um aumento de vagas disponíveis em todo o mundo, um indicador-chave da escassez de competências. A última edição do relatório anual mostra um crescente desajuste de talentos entre as aptidões dos trabalhadores e as exigidas pelos empregadores. De todos os países incluídos no relatório, 48% tiveram um aumento no indicador de incompatibilidade de talentos em relação ao ano anterior.

A pontuação média do indicador “Incompatibilidade de Talentos” para todos os países aumentou 10% desde que o Hays Global Skills Index teve início em 2012.

Sandrine Veríssimo, destaca ainda que, de acordo com o Guia do Mercado Laboral 2019, 65% das empresas recrutaram em 2018, pessoas menos adequadas às necessidades da função e 41% desistiu do recrutamento e optou por recursos internos. «Leva-nos a ponderar até que ponto este desencontro entre as necessidades da função e o perfil dos candidatos escolhidos não será uma das causas dos 60% de despedimento por má performance apontados no relatório», diz.

Já Pete Collings, director of Consulting da Oxford Economics, chama a atenção para «questão urgente das ‘inadequações de talentos’ – a lacuna entre as competências que os profissionais (actuais e futuros) possuem e aquelas que os empregadores exigem». Para o responsável, «os decisores precisam de ter em conta este desafio em todas as fases da vida, desde a qualidade e o foco da educação escolar até à formação no trabalho».

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