Está prestes a receber o subsídio de Natal? Saiba como usá-lo de forma inteligente

Apesar de ser tradicionalmente associado a compras e presentes natalícios, o subsídio de Natal representa uma oportunidade valiosa para reforçar a estabilidade financeira. Em vez de gastar o montante por impulso, muitos portugueses podem utilizá-lo para reduzir dívidas, criar poupanças ou fazer investimentos mais seguros e rentáveis.

De acordo com um recente guia da ComparaJá, o subsídio de Natal pode ser destinado a cinco grandes estratégias financeiras. A primeira, destacada como “prioritária”, é a liquidação de dívidas: «podes amortizar crédito pessoal ou cartão, evitando pagar mais juros e reforçando o teu histórico de crédito», explica Sofia Croft, head of People and Culture no ComparaJá.

Outra recomendação é reforçar o fundo de emergência, fundamental para fazer frente a imprevistos financeiros, como desemprego ou gastos inesperados. A sugestão é depositar o subsídio em contas-poupança, de modo que o dinheiro fique acessível, mas não seja gasto facilmente.

Para quem prefere opções de investimento, os depósitos a prazo são apontados como uma escolha interessante: de baixo risco e acessíveis, alguns destes produtos permitem depósitos iniciais muito modestos. Já para o longo prazo, o uso do subsídio em planos poupança-reforma (PPR) é defendido como uma forma de construir uma reserva para a reforma, embora se deva escolher bem, considerando comissões, garantias de capital e risco.

Por fim, o guia do ComparaJá recomenda considerar a amortização de crédito habitação, principalmente se o empréstimo tiver taxa variável: «pode reduzir a prestação mensal e o total de juros pagos ao banco», afirma Sofia Croft, mas alerta que é preciso verificar eventuais comissões por amortização antecipada.

Segundo o Código do Trabalho (artigo 263.º), os trabalhadores têm direito a um subsídio de Natal equivalente a um mês de remuneração, pago até 15 de dezembro no setor privado. Se o pagamento for feito em duodécimos, parte do subsídio é distribuída ao longo do ano no salário mensal, enquanto o restante é pago integralmente mais tarde.

Além disso, para trabalhadores em lay-off, a Segurança Social tem mecanismos de apoio para garantir o pagamento do subsídio de Natal, nos casos em que a empresa recorre a esse regime.

Em suma, o subsídio de Natal deixa de ser apenas um extra para compras festivas e passa a assumir um papel estratégico na gestão financeira das famílias. É recomendado que os portugueses encarem este rendimento adicional como uma oportunidade para reduzir dívidas, reforçar poupanças ou investir no futuro, transformando um pagamento anual numa ferramenta de maior segurança e estabilidade económica.

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