«Este é o momento para transformar o modelo da indústria do Turismo e Viagens», afirmou Christian Delom

Human Resources com Lusa
18 de Agosto 2021 | 17:20

Christian Delom, secretário-geral da conferência mundial ‘A World for Travel’ – que decorrerá em Setembro, em Évora -, sublinhou que a pandemia acelerou a necessidade de «passar à acção» e transformar a indústria do turismo, em termos de sustentabilidade.

 

«Pensamos que é o momento para transformar o modelo da indústria do turismo e viagens, foi por isso que criámos este Fórum. […] É a primeira vez que a indústria do turismo se vê confrontada com esta transformação. O que a pandemia fez foi acelerar a necessidade de transformação e de evoluir», afirmou o secretário-geral da ‘A World for Travel’, Christian Delom, em declarações à Lusa.

Nos dias 16 e 17 de Setembro Portugal recebe a primeira edição da conferência mundial sobre turismo sustentável ‘A World for Travel’ – Évora Forum, na Universidade de Évora, promovida com o apoio da Visit Portugal.

A iniciativa contará com mais de 140 oradores nacionais e internacionais de diferentes áreas, entre os quais a secretária de Estado do Turismo, Rita Marques, o secretário-geral da Organização Mundial do Turismo, Zurab Pololikashvili, e o secretário de Estado do Turismo de França, Jean-Baptiste Lemoyne.

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Na conferência será também apresentado um plano de acção para 2020-2023, com propostas e objectivos para o sector.

Conforme explicou Chriatian Delom à Lusa, a ideia é que se assuma um compromisso com a adoção de medidas em várias áreas (ambiente, responsabilidade social, entre outras), que será alvo de avaliação e adaptação a cada ano.

Para o responsável, este é o momento certo para «passar à acção» no que diz respeito à adopção de comportamentos mais sustentáveis, bem como socialmente e economicamente mais responsáveis na indústria do turismo, uma vez que ainda se está no início da recuperação da pandemia COVID-19, que afectou severamente o sector.

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«No final deste processo, as pessoas vão viajar menos, mas para mais longe – talvez para perto, se quiserem ir passar apenas um fim de semana fora -, com mais senso e respeitando mais a sustentabilidade e o ambiente», considerou Christian Delom, que disse também acreditar que serão também os turistas a «pedir» a transformação do sector.

«Nós sabemos, por exemplo, que o slow tourism [turismo lento, traduzido do inglês, que é uma forma de turismo alternativa ao de massas, com ênfase na sustentabilidade] já não é só de nicho, mas sim uma realidade», acrescentou o responsável, referindo que as mudanças no comportamento dos consumidores estão a acontecer e que é preciso que a indústria saiba responder a esses novos movimentos.

Desta forma, sublinhou, a «educação é crucial», tanto no caso dos trabalhadores do turismo, como dos viajantes e até dos próprios governos.

«Temos de educar todos os stakeholders, até os institucionais, para que tenham isto [a transformação] em consideração, até porque temos muito que investir nesta mudança», referiu Delom.

Quanto ao futuro do turismo, o secretário-geral da ‘A World for Travel’ acredita que a procura se manterá, podendo até crescer, uma vez que cada vez mais pessoas têm possibilidade de viajar, mas admitiu alguma preocupação com as viagens de negócios.

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«Nós agora sabemos que conseguimos ser eficientes [sem viajar em negócios] e isso vai diminuir a procura por este tipo de viagens», apontou, referindo-se às ferramentas para videochamadas, massivamente adotadas desde o início da pandemia, para, por exemplo, continuar a realizar reuniões de trabalho, sem necessidade de sair de casa.

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