Este projecto prevê a criação de 17 000 postos de trabalho em Almada

Human Resources com Lusa
17 de Março 2021 | 15:07
Este projecto prevê a criação de 17 000 postos de trabalho em Almada

A criação de uma cidade global com um estilo de vida sustentável, inovação e conhecimento tecnológico é o objectivo do ‘Innovation District’, projecto que prevê um investimento de 800 milhões de euros e 17.000 postos de trabalho em Almada.

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O ‘Innovation District’, que hoje foi apresentado, é um projecto da Universidade NOVA de Lisboa e de um grupo de proprietários da zona do Monte da Caparica e de Porto Brandão que promete uma nova centralidade e a internacionalização da região da grande Lisboa.

«O principal activo para triunfar na economia do conhecimento são as pessoas, o seu talento e as redes que estabelecem entre si. É esta a génese do ‘Innovation District’», afirmou o vice-reitor da Universidade NOVA de Lisboa, José Ferreira Machado, que disse acreditar na concretização da primeira fase do projecto num horizonte de dez anos, até 2030.

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E, como as pessoas precisam de «sítios para viver e para interagir, lugares onde possam residir, trabalhar, conversar e usufruir dos seus tempos livres», são necessárias «cidades como aquela que irá nascer em Almada e que irá reforçar a internacionalização da região da grande Lisboa», acrescentou.

O vice-reitor da Universidade NOVA de Lisboa adiantou ainda que alguns projetos, como as obras no campus da Faculdade de Ciências e Tecnologia – edificação da parte desportiva, de uma superfície comercial e fase I do hub de inovação – deverão começar ainda este ano, dado que parte dos financiamentos são comunitários e terão de ser concretizados até final de 2023.

Na apresentação do projeto, a presidente da Câmara de Almada, Inês de Medeiros (PS), salientou o envolvimento dos investidores públicos e privados, nacionais e estrangeiros, na adaptação daqueles que eram os seus projectos iniciais num projecto comum mais ambicioso, no âmbito de uma estratégia comum entre a autarquia e os investidores.

De acordo com os promotores, o ‘Innovation District’ será «uma cidade única e plural, desenhada para elevar a qualidade de vida de cada um dos seus habitantes», com base no conceito `live-work-play´ [local para viver, trabalhar e para o lazer), sendo que os diversos pontos de atracção estarão a uma curta distância de 15 minutos.

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«Tendo como ponto central o Campus da NOVA School of Science & Technology [FCT], o ‘Innovation District’ pretende ser uma nova centralidade que coloca o conhecimento, o talento qualificado e a inovação como motor de desenvolvimento e transformação urbana», é referido uma nota distribuída aos jornalistas na apresentação online do projecto a desenvolver no concelho de Almada, distrito de Setúbal.

Ainda segundo os promotores, pretende-se igualmente que o ‘Innovation District’ se torne, «enquanto espaço de inovação, atrativo para empresas e pessoas, contribuindo para promover o desenvolvimento da Área Metropolitana de Lisboa e alavancando o seu potencial de internacionalização».

Além disso, acrescentam, «é um projecto focado em criar uma comunidade criativa, diversificada, energética e sustentável, inspirada por uma melhor qualidade de vida».

Entre os proprietários e investidores que se mostraram interessados no potencial inovador do ‘Innovation District’ estão as empresas Cordialequation, Rustik Puzzle, SOSTATE, Maia e Pereira, Cooperativa de Ensino Superior Egas Moniz,  Emerging Ocean, Rio Capital, Orbisribalta e a Fundação Serra Henriques.

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A par do investimento prometido de 800 milhões de euros, o Innovation District deverá ainda beneficiar de novas acessibilidades e de um conjunto de infraestruturas públicas, designadamente da reabilitação do Porto Brandão e da extensão do Metro Sul do Tejo até à Costa da Caparica.

Na apresentação do projeto não foi referida nenhuma estimativa de custos, nem prazo de execução para estes investimentos públicos, fundamentais para a concretização do ‘Innovation District’.

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