Executivos de topo acreditam que a IA trará ganhos de produtividade superiores a 30%

Margarida Lopes
7 de Março 2024 | 10:40
Executivos de topo acreditam que a IA trará ganhos de produtividade superiores a 30%

A mais recente edição do estudo “Global Talent Trends” da Mercer, empresa do Grupo Marsh McLennan mostra que rápida evolução da IA generativa elevou a esperança de ganhos de produtividade dos colaboradores, com 40% dos executivos a preverem que a IA dará ganhos superiores a 30%.

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Contudo, três em cada cinco (58%) acreditam que a tecnologia está a avançar a uma velocidade superior do que a capacidade de reconversão dos colaboradores, com menos de metade (47%) a acreditar conseguir satisfazer a procura deste ano com o seu actual modelo de talento.

Existem ainda desafios para encontrar um caminho sustentável para o futuro do trabalho. Três em cada quatro (74%) executivos estão preocupados com a rotação de talento e menos de um terço (28%) dos líderes de Recursos Humanos afirmam estar muito confiantes de que podem constituir um modelo de trabalho humano-máquina bem-sucedido. A chave para uma maior agilidade passa por adoptar modelos de talento baseados em competências, algo que as empresas de elevado crescimento já dominam.

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Quase metade dos colaboradores diz querer trabalhar para uma organização da qual se possa orgulhar, sendo que algumas empresas estão já a priorizar os seus esforços de sustentabilidade e os princípios de “Good Work”. Dado que, em 2024, a remuneração justa (34%) e as oportunidades de desenvolvimento (28%) serão factores determinantes para a permanência dos colaboradores, as organizações são incentivadas a promover uma progressão mais rápida em matéria de equidade salarial, transparência e acesso equitativo a oportunidades.

Globalmente, os colaboradores afirmam que o sentimento de pertença os ajuda a sentirem-se prósperos, mas apenas 39% dos líderes de recursos humanos afirmam que as mulheres e as minorias estão bem representadas na equipa de liderança da sua organização, com apenas 18% a afirmarem que os recentes esforços de diversidade, equidade e inclusão aumentaram a retenção dos principais grupos de diversidade.

O estudo revela que três em cada quatro colaboradores (76%) já foram vítimas de discriminação em relação à idade. Uma vez que estes desafios se juntam à actual escassez de competências, é necessária uma maior atenção à inclusão e à satisfação das necessidades dos colaboradores, de forma a garantir que todos possam prosperar.

Os recentes investimentos na mitigação de riscos deram resultado, com 64% dos executivos a afirmarem que a sua empresa está preparada para desafios imprevistos, contra os 40% registados há dois anos. As preocupações a curto prazo, como a inflação, influenciam significativamente os planos trienais, no entanto, os riscos a longo prazo, como os riscos cibernéticos e climáticos, podem não estar a receber a devida atenção.

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O mesmo estudo indica que construir a resiliência individual é tão crucial quanto a resiliência da empresa, com quatro em cada cinco (82%) dos colaboradores a afirmarem estar preocupados com a possibilidade de um burnout. Redesenhar o trabalho para o bem-estar interno é fundamental para mitigar este risco, com 51% das empresas de alto crescimento (com crescimento de receita de 10% ou mais em 2023) a afirmarem estar já a trabalhar nesse sentido, em comparação com apenas 39% dos seus pares de menor crescimento.

Mais de metade dos executivos (58%) receiam que a sua empresa não esteja a fazer o suficiente para motivar a adopção de novas tecnologias por parte dos colaboradores, sendo que dois terços (67%) dos líderes de Recursos Humanos partilharam a preocupação de terem implementado novas soluções tecnológicas sem transformar o trabalho.

A experiência dos colaboradores é a principal prioridade dos recursos humanos para 2024 – um enfoque valioso, dado que os colaboradores prósperos são 2,6 vezes mais prováveis de afirmar que a empresa promove experiências de trabalho que fazem sobressair o seu melhor.

Para satisfazer as expectativas organizacionais e dos colaboradores, 96% das empresas estão a planear uma reformulação funcional dos recursos humanos este ano, centrada na eliminação de silos e na liderança de formas de trabalho digitais.

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Este ano, pela primeira vez, a Mercer recolheu as opiniões dos gestores de activos acerca do modo como a estratégia de talento de uma organização influencia as suas decisões de investimento. Quase nove em cada 10 (89%) consideram que o envolvimento da força de trabalho é um factor-chave para o desempenho da empresa e 84% consideram que uma abordagem “churn-and-burn” é prejudicial para o valor do negócio. Os investidores afirmam também que a promoção de um clima de confiança e justiça é o factor mais importante para a criação de um valor verdadeiro e sustentável nos próximos cinco anos.

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