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Flash Talk: o que pode uma corporate run fazer pelas suas pessoas?

Titiana Barroso
24 de Agosto 2018 | 11:18

O sedentarismo em Portugal é elevado e os colaboradores preocupam-se cada vez mais com as oportunidades dadas pelas empresas para terem um modo de vida mais saudável. Como é que uma corrida entre empresas pode ser uma mais-valia? 

Por Diana Pedro Tavares

 

A B2Run, a corrida das empresas em Portugal, procura proporcionar um ambiente de networking e convívio entre organizações e colaboradores, aliando assim o desporto ao team building.

Gonçalo Uva, business development e corporate affairs da Case Imagine, a agência organizadora da B2Run, explica, em entrevista à Human Resources Portugal, como o projecto começou, quais as mais-valias para quem nele participa e como os valores do desporto podem ser transmitidos para as empresas.

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Como surgiu o projecto e quais eram os objectivos quando este foi criado?
Há dois anos, em 2016, na busca de um parceiro para organizar um evento na Alemanha, tivemos o contacto com a empresa que organizava a B2Run. Eles gostaram da maneira como nós trabalhámos, e como estavam com o processo de expansão e internacionalização da corrida, mais tarde contactaram-nos.

Identificámos-nos muito com a B2Run, pelos valores, por promover uma mudança de mentalidades perante as empresas, para que haja menos sedentarismo. Foi bastante fácil. Acreditámos que havia uma oportunidade no mercado para as corporate run, para as corridas empresariais. Apesar das provas ao fim de semana estarem a aumentar, achámos que havia uma lacuna, e resolvemos apostar.

 

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Como tem sido a evolução?
É um evento alemão, que começou com uma simples corrida em Munique, com duas mil pessoas. Hoje em dia há 17 corridas, no país. Passou de um evento único para um circuito alemão, com cerca de 300 mil participantes ao longo do ano. Daí também apostarmos, porque sabíamos que os números eram muito expressivos.

Em Portugal, na primeira edição, no MEO Arena [actual Altice Arena] , os números foram bons. Quase igualámos a primeira edição na Alemanha. Tivemos entre duas mil, duas mil e quinhentas pessoas. Em termos de primeiras edições noutros países, foi bastante acima da média.

Começámos com 150 empresas, depois tivemos um crescimento para 200 empresas, com cerca de 3 mil participantes. Este ano, por uma questão de resposta por parte dos participantes, decidimos mudar. Fechámos uma parceria com a Câmara Municipal de Oeiras, e será no Estádio Nacional do Jamor, no dia 27 de Setembro, e temos a novidade de passar a ter dois eventos nacionais. A 18 de Outubro vamos fazê-la no Porto.

De que forma a B2Run constitui uma mais-valia para os participantes?
A iniciativa é para levar bem-estar e saúde para dentro das empresas e incutir alguns valores do desporto que façam sentido para o mundo empresarial. Muitas vezes é feito um paralelismo, o que é difícil é transpor os mesmos de um para o outro. Acaba por ser um veículo que ajuda as empresas a serem capazes de incutir esses valores nas organizações.

Se tivesse de nomear os três valores principais, que o desporto pode transmitir para as empresas, quais é que seriam?
Diria que eram o espírito de equipa, o respeito e a superação, se bem que falamos de uma corrida muito curta. A B2Run não é para os competidores, é para quem precisa de dar o primeiro passo. Queremos que as pessoas com menos vontade e hábitos comecem os primeiros passos para uma vida activa. A superação é para essas pessoas, que não têm uma vida activa; são sedentários e deixam de o ser.

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Temos um dado que nos é muito querido: do primeiro ano para o segundo tivemos um aumento do número de dorsais. Depois temos outra uma modalidade, o bilhete fã, em que uma pessoa está no evento, faz parte, mas não tem o dorsal para correr. Ora, no segundo ano, não tivemos praticamente bilhetes fãs, o que significa que quem foi assistir no primeiro ano, no ano a seguir acabou por fazer corrida ou caminhada. Se calhar para essas pessoas, foi um pontapé de saída, por isso eu digo “superação”, não pela dificuldade da prova em si e o facto de chegarem ao fim, mas pela vontade de querer dar o primeiro passo.

 

As pessoas participam mesmo sem ir correr… porque vêem esta iniciativa como uma oportunidade de networking?
Exactamente! Vendemos a B2Run como um team building “chave na mão”. Temos outros eventos em paralelo que servem um pouco para divulgar e incentivar a prática de exercício, e convidamos as empresas que participaram.

Não é só no dia do evento, porque acreditamos que tal é complicado. Por exemplo, os dorsais têm o nome da empresa, o que pode ser um quebra-gelo, e ao longo do ano temos outros eventos, desde pequenos-almoços, almoços ou cocktails, para promover uma aproximação com as empresas. Temos treinos, um pouco consoante os pedidos que nos fazem. Também fazemos o reconhecimento do percurso, convidamos quem está inscrito, e eventualmente uma outra actividade física.

E as empresas em si, que vantagens têm por participar na B2Run?
É sempre nesta óptica do team building. Numa fase de crise, todas estas actividades foram cortadas, e é engraçado que, com o vencer a crise, as empresas voltaram a olhar para dentro, e a dar melhores condições às pessoas. A B2run é um evento de team building, com resultados muito mais directos do que outros tipos que existem.

Ao incentivarmos as empresas a trazer os seus colaboradores, vamos ter um efeito muito mais prático do que um evento generalizado. No entanto, e apesar do conceito não ser complicado, por vezes as pessoas não compreendem a sua génese, porque é inovador. Por isso, digo sempre aos CEOs e aos directores de Recursos Humanos para virem com uma equipa pequena, para perceberem o que é o evento.

 

Referiu que se identificaram com a B2Run por promover uma mudança de mentalidades. Que mentalidade pretendem mudar?
Há um paradigma que consideramos muito interessante. Vemos as empresas muito viradas, não só para este tipo de actividades, mas para dar condições aos colaboradores para a prática de exercício físico. Algumas empresas têm infraestruturas ou ginásios, e as que não têm, fazem acordos com ginásios perto dos seus escritórios. No entanto, o paradigma é que Portugal continua a ser dos países mais sedentários da Europa.

Este tipo de condições vai resultar para quem já pratica actividade física no seu dia-a-dia, ou tem essa predisposição. A ideia é que, com a B2Run, é mais do que praticar desporto; estamos a proporcionar uma actividade em conjunto, em que os colaboradores vestem a camisola da equipa, e da empresa.

Competir numa actividade desportiva compensa a competição dentro das equipas?
Mais do que competição, o que prevalece é o espírito de equipa. Não interessa quem vai ganhar, até porque, em princípio, irá ganhar quem tiver maior experiência na prática de actividade física. O objectivo é que estes incentivem os menos preparados. Isso vai fortalecer os laços entre eles.

Mas claro que há sempre competidores. E temos prémios direccionados. É engraçado ver qual o CEO mais rápido, o director de Recursos Humanos, o director de Marketing… para os mais competitivos, para além da posição alcançada individualmente, na corrida, ao mesmo tempo têm o estímulo de poder “ganhar” a outra empresa.

 

Como podem as empresas participar na B2Run? Qual o processo?
O processo é bastante simples, todo feito online. A empresa regista-se, inscreve-se e faz a compra online. Quem quiser só adquirir os dorsais, pode comprar individualmente. Temos também packs com outros produtos, desde o espaço de equipa ou o dorsal premium.

Na parte do patrocínio, não excluímos de forma nenhuma a participação. Não fazia sentido que uma empresa que patrocinasse não pudesse participar. Depois temos algumas propostas e oportunidades desenhadas de acordo com as necessidades de cada empresa.


Qual é o futuro da B2Run, em termos da evolução do projecto?
O Jamor como novo venue e o apoio da Câmara Municipal de Oeiras. Estamos a fechar um protocolo para os próximos três anos. Estender a B2Run para o Porto, que terá algumas novidades, como uma caminhada para grávidas, e, em 2019, ter uma terceira edição. Temos algumas cidades interessadas e estamos a negociar condições.

O objectivo é sempre crescer em participantes e empresas. Quem participa, normalmente volta a participar com um número maior de colaboradores. Em 2019, gostávamos que o número de participantes crescesse consideravelmente, para atingirmos, nas três edições, os 10 mil participantes.

Os interessados podem obter mais informações sobre a B2Run aqui.


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