Insolvências aumentam para valor mais elevado desde Setembro de 2017

Margarida Lopes
9 de Outubro 2020 | 11:37
Insolvências aumentam para valor mais elevado desde Setembro de 2017

As insolvências voltaram a crescer em Setembro, que se afirma como o mês deste ano com maior número de insolvências, 660 registos. Face ao ano passado, este valor traduz um incremento de 53,5%. Este é o valor mais elevado verificado em Setembro desde 2017. Os dados são do mais recente relatório da Iberinform.

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No global do ano, há registo de 3877 insolvências, com mais 424 empresas insolventes, o que traduz um incremento de 12,3% face ao período homólogo de 2019.

Os dados da Iberinform mostram também que por tipologia, até final de Setembro, as insolvências requeridas tiveram um aumento de 5% (mais 38 empresas que no ano passado), enquanto as declarações de insolvência apresentadas pelas próprias empresas registam uma subida de 22,1%, evoluindo de 778 casos em 2019 para 950.

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Nestes primeiros nove meses foi declarada a insolvência de 2100 empresas, mais 220 que no mesmo período do ano passado. Os encerramentos com planos de insolvência tiveram uma redução de 15%.

Por distritos, Lisboa e Porto mantêm os primeiros lugares da lista, com a cidade Invicta a liderar em valores absolutos com 986 insolvências contra 806 em Lisboa. Em termos percentuais, Lisboa apresenta um incremento de 18,5% face ao desempenho de 2019, enquanto o Porto vê o indicador crescer 12,9%.

Apesar disso, os maiores aumentos verificam-se em Castelo Branco (56,4%), Angra do Heroísmo (+46,2%), Faro (+39,7%), Viana do Castelo (+39,2%), Madeira (+26,3%), Évora (+23,3%) e Beja (+20%). Contudo, num cenário de incremento de insolvências há quatro distritos com variações negativas: Horta (-33,3%), Coimbra (-19,8%), Guarda (-15,2%) e Aveiro (-0,3%). Vila Real tem variação nula, com 32 insolvências.

O sector transformador é o que regista o maior número de insolvências até final de setembro (917), seguido pelos serviços (776), construção e obras públicas (540), comércio a retalho (461), comércio por grosso (452) e hotelaria e restauração (340). Contudo, o maior aumento percentual pertence ao setor das telecomunicações (+166,7%), seguido pela hotelaria e restauração (+30,8%) e pelos serviços (+22,8%). Apenas o setor da agricultura, caça e pesca apresenta uma variação negativa de 9,1%, enquanto o setor da eletricidade, gás e água tem uma variação nula face a de 2019 (oito insolvências).

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Menos 10.179 empresas em termos homólogos
Já as constituições recuaram 5,6% em Setembro face ao ano passado, com menos 203 novas empresas, para um total de 3452 constituições. No acumulado, a queda é mais acentuada, com menos 10.179 empresas, valor que traduz um decréscimo de 26,7%. Nos primeiros nove meses deste ano foram criadas 27.900 empresas.

No distrito de Lisboa surgiram 8664 novas empresas, o que traduz um decréscimo de 31,5% face a 2019. No Porto foram criadas 5005 empresas, menos 28% que no período homólogo do ano passado. Distritos em destaque em termos absolutos são também Braga (2.174 novas empresas), Setúbal (1.939), Faro (1.528) e Aveiro (1.414 constituições). Todos os distritos apresentam variações negativas com as mais acentuadas a verificarem-se em Setúbal (-33,4%), Lisboa (-31,5%), Madeira (-31,1%) e Ponta Delgada (-30,8%).

Todos os sectores de actividade têm redução no número de novas empresas constituídas, com os maiores recuos a registarem-se nos serviços, com menos 4313 constituições para um total de 12.332 novas empresas (-25,9%). O sector de transportes perdeu 1605 constituições face ao ano passado alcançando um total de 1.632 novas constituições (-49,6%). O ramo da hotelaria e restauração perdeu 1212 constituições face a 2019, com um total de 2.817 (-30,1%) nos primeiros nove meses deste ano.

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