
Jovens ganham terreno no crédito à habitação com apoio do Estado e descida da Euribor
Os jovens com menos de 35 anos estão a reforçar a sua presença no mercado de crédito à habitação, beneficiando de garantias públicas, benefícios fiscais e de um contexto de abrandamento da Euribor, que tornou as prestações mais acessíveis, segundo o mais recente relatório de crédito habitação do ComparaJá.
De acordo com os dados, ao longo de 2025 a prestação mensal média dos compradores com menos de 35 anos oscilou entre 553 euros em novembro e 679 euros em Dezembro. Para os clientes com mais de 35 anos, a média no final do ano situou-se nos 710 euros, evidenciando uma diferença de cerca de 31 euros mensais.
«2025 terminou com sinais positivos para quem tem menos de 35 anos: a taxa variável ganhou força, a Euribor começou a aliviar e, apesar de os montantes financiados serem mais elevados, há hoje mais margem para reduzir a prestação com as escolhas certas», afirma Pedro Castro, Head of Operations no ComparaJá.
O relatório indica ainda que a principal diferença entre faixas etárias continua a residir no valor da entrada inicial. Em Setembro, os compradores com mais de 35 anos apresentaram entradas médias acima de 102 mil euros, enquanto os menores de 35 anos colocaram cerca de 58 mil euros. Em dezembro, os valores mantiveram-se desiguais: 85,5 mil euros para os mais velhos e 72,6 mil euros para os mais novos.
No custo total do crédito, reflectido pelo MTIC (Montante Total Imputado ao Consumidor), os jovens apresentaram valores ligeiramente superiores: em Dezembro, rondavam os 330 mil euros, contra 316 mil euros para os mais de 35 anos. Esta diferença reflecte prazos mais longos e a utilização de financiamento até 100% com garantia do Estado e benefícios fiscais, como a isenção de IMT e Imposto do Selo em determinados limites de preço e rendimento.
«Num mercado ainda exigente, comparar é o que faz a diferença entre pagar apenas o necessário ou levar um custo extra durante décadas», acrescenta Pedro Castro.
O relatório evidencia que, apesar de os mais jovens enfrentarem desafios relacionados com rendimentos mais baixos e limites de taxa de esforço mais apertados, o acesso facilitado a crédito e o conhecimento crescente sobre comparação de propostas estão a permitir-lhes entrar no mercado imobiliário mais cedo e com maior segurança financeira.