Maior diversidade na liderança das empresas precisa-se

Titiana Barroso
21 de Junho 2017 | 10:59

Na conferência anual da Women Leadership Team, que se realizou em Paris, posicionou-se a diversidade no contexto de um desafio emergente e crítico para empresas e para a sociedade, salientando-se que a diversidade aumenta o desempenho da empresa. E não se limita ao género, incluindo também aspectos como etnia, religião, orientação sexual, incapacidade física ou geração.

 

A Women Leadership Team (WLT), organização que pretende fomentar a diversidade na liderança das empresas, organizou sua conferência anual em Paris, Cercle de l’Union Interalliée, sobre o tema da diversidade nos negócios. Mais de 200 líderes empresariais, homens e mulheres, estiveram presentes no evento. A liderar esta iniciativa esteve Jacqueline Legrand, presidente e fundadora da WLT e que é administradora no grupo multinacional de origem portuguesa MDS.

A gestora posicionou a diversidade no contexto de um desafio emergente e crítico para empresas e para a sociedade. «A diversidade não se limita ao género, mas também aborda outros aspectos que forjam a nossa identidade ao longo de nossas vidas, como, por exemplo, etnia, religião, orientação sexual, incapacidade física ou geração. A diversidade aumenta o desempenho da empresa e com a chegada da geração milenar, a inevitável mudança de cultura acelerará consideravelmente», faz notar, afirmando: «Essa transformação acontecerá connosco, sem nós ou contra nós.»

No decorrer da conferência, líderes empresariais e especialistas em diversidade partilharam os seus pontos de vista sobre este grande desafio, que será do interesse de todas as empresas nos próximos anos.

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Após uma apresentação de Claude Fromageot, presidente da Fundação Yves Rocher, que evocou o contributo económico das mulheres na sociedade, Nathalie Balla, co-diretor-geral da La Redoute, explicou como a diversidade foi um factor crítico na recuperação de sua empresa. Já Estelle Dufetel, líder e fundadora da Bboosstt, apresentou acções concretas realizadas por grandes empresas para apoiar os novos empregados e, assim, continuar a atrair a nova geração.

Emmanuelle Duez, jovem empreendedora, conferencista e fundadora da WoMen’Up, uma associação que aborda temas de género e geração, relatou com energia e humor a necessidade de as organizações mudarem o seu modo de operação para se adaptarem à nova geração, cujas expectativas são semelhantes às associadas às mulheres: horário de trabalho flexível e reconhecimento do desempenho individual.

Alan de Bruyne, senior associate da Pluribus, reforçou a importância do compromisso dos líderes com a transformação cultural das empresas, num momento em que «a diversidade é uma realidade, mas a inclusão continua a ser uma escolha». A mesa redonda, que reuniu líderes de diversidade da Drivye e da Accenture, foi o palco para um debate sobre o tema da integração das novas gerações no local de trabalho.

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