Mais de 80% dos profissionais de Recursos Humanos está em burnout e 62% consideram deixar o sector. E as más notícias não ficam por aqui

Margarida Lopes
28 de Novembro 2022 | 14:00
Mais de 80% dos profissionais de Recursos Humanos está em burnout e 62% consideram deixar o sector. E as más notícias não ficam por aqui

Num novo estudo global, a Sage revela que 81% dos profissionais de Recursos Humanos (RH) está em burnout e 62% considera até deixar o sector.

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O mesmo estudo mostra que 92% dos executivos C-level acredita que o valor percebido dos RH é um desafio para a área.

Assim, este pode ser um momento crucial para o sector de RH se reformular – 73% dos líderes de RH e 85% dos executivos C-level afirmam que o termo “Recursos Humanos” está desactualizado. Para além disso, 91% dos líderes de RH diz que o campo de acção das suas funções mudou drasticamente nos últimos anos e 96% dos C-level concorda.

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Contudo, se para 86% dos líderes de RH o sector está a adaptar-se para se tornar mais rápido e ágil, a maioria dos executivos de topo (63%) ainda vê o papel dos RH como administrativo – e menos de metade (39%) dos líderes de RH acredita que os colaboradores entendem o que estes profissionais fazem.

O estudo revela ainda que muitos líderes empresariais não esperam que os RH desempenhem um papel de liderança em áreas-chave que tradicionalmente estariam no seu escopo de trabalho, como o planeamento das equipas e da cultura da empresa.

Enquanto 91% dos líderes de RH diz estar entusiasmado com o futuro da profissão, 83% concorda que não ter a tecnologia de RH certa é um desafio para o futuro. Efectivamente, neste momento apenas 59% das organizações recorre a analítica de pessoas e a sistemas de RH na Cloud, e apenas 54% possui alguma forma de automação de RH.

De facto, para 92% dos líderes da área, a quantidade de trabalho é uma barreira para o sucesso futuro – e, assim sendo, a tecnologia é a chave para gerir este desafio. Automatizando as tarefas administrativas, as equipas de RH podem dedicar mais tempo à estratégia, e o self-service permite que os colaboradores tenham controlo sobre os seus dados, poupando trabalho manual aos RH.

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Questionados sobre quais vão ser os principais desafios para os RH no próximo ano, os líderes de RH prevêem que serão os orçamentos limitados (90%), a falta de recursos (89%) e a falta de apoio da equipa de liderança (83%) – para além da carga de trabalho.

Destacaram ainda alguns factores que consideram importantes para a profissão ser bem-sucedida, o aumento das capacidades de RH (42%), mais know-how tecnológico (40%) e um maior investimento em especialidades (37%) – por exemplo, profissionais especialistas em Diversidade & Inclusão.

Finalmente, no que concerne as principais prioridades de RH em 2023, os líderes de RH e os executivos C-level concordam que a gestão de talento deve estar no topo da lista. Igualdade, inclusão e diversidade e a saúde e bem-estar dos colaboradores também figuram em destaque para os líderes de RH; enquanto os executivos C-level acreditam que os RH devem focar-se mais no crescimento financeiro, na eficiência e na produtividade.

O estudo ‘The changing face of HR in 2024′ da Sage incluiu 1022 respostas de líderes seniores de RH (666) e executivos de alto nível (356 CEOs, CFOs e CTOs) na África do Sul, Alemanha, Canadá, Espanha, EUA e Reino Unido, em pequenas (522) e médias (500) empresas. O inquérito foi conduzido pela Edelman em nome da Sage. Os resultados foram complementados com entrevistas a seis líderes seniores de RH e empresariais.

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