Nova SBE: «Conhecimento aplicado à realidade das empresas»

A Nova SBE continua a apostar numa formação de excelência para criar impacto na cultura e estratégia das organizações.

 

De acordo com o ranking Financial Times divulgado este ano, a Nova SBE é número um na formação de executivos em Portugal e ocupa a 22.ª posição no mundo. Este ranking avalia, todos os anos, a formação executiva de escolas de negócios de todo o mundo e, este ano, a Nova SBE conta com uma subida de mais de 20 posições, quer no ranking geral de escolas, quer nos rankings específicos para os Programas Abertos e Programas Customizados. Pedro Brito, associate dean da Nova SBE Executive Education, comenta este resultado e explica o que está a mudar na formação executiva.

 

Como comenta o destaque atribuído pelo ranking Financial Times 2022 à Nova SBE?
Estes resultados comprovam que a ambição global de uma escola pública em Portugal, sustentada por uma estratégia bem definida, é possível. Apostámos no desenvolvimento de conhecimento aplicado à realidade das empresas, envolvendo os nossos parceiros na construção destas soluções, sem nunca perder a perspectiva académica. Conseguimos assim criar verdadeiro impacto na cultura e estratégia destas organizações, comprovado pelo atingimento do top 15 mundial, no critério de aplicabilidade prática do conhecimento adquirido.

Perseguimos uma estratégia de internacionalização, durante o contexto pandémico, focada no desenvolvimento de programas internacionais em língua portuguesa alavancados por uma experiência educativa online de qualidade.

Introduzimos metodologias activas de aprendizagem nos programas, trazendo para a sala de aula desafios reais dos participantes e confrontando perspectivas divergentes sobre os mesmos tópicos, combinadas com desenvolvimento de competências e acesso a novo conhecimento. Acreditamos que é este impacto real nas carreiras das muitas pessoas que participam nos programas da Nova SBE Executive Education e que aqui encontram espaço, fora das suas organizações, para a reflexão e ambientes propícios ao networking, que nos colocou na 14.ª posição a nível mundial nesta dimensão.

E, por fim, instigamos a construção de uma comunidade de docentes e staff que desenham e acompanham os nossos programas educativos, parceiros técnicos que complementam o conhecimento e excelência académica, empresas e organizações, startups e investidores, alunos e sociedade civil, que todos os dias têm um propósito muito claro de criar impacto no mundo através da educação.

 

Este resultado prestigia a faculdade, mas também o País. Portugal pode tornar-se cada vez mais uma referência em formação de executivos?
Claro que sim. O nosso país encontra-se neste momento no Top de Executive Education europeu com mais Business Schools nos Rankings do Financial Times. Por essa razão apenas, poderíamos afirmar que já somos uma referência.

Portugal precisa, no entanto, de reunir coragem para realizar projectos internacionais com ambição e isso requer ganhar escala. Acredito que apenas através de parcerias será possível tornar Portugal um destino relevante para executivos.

 

De que forma têm vindo a adaptar a vossa oferta formativa para melhor se aproximarem da realidade das empresas em Portugal?
A combinação da excelência e rigor académico com a realidade vivida pelas empresas é um dos factores de sucesso dos programas da Nova SBE Executive Education. A tradução do conhecimento adquirido na realidade do dia-a-dia nem sempre é fácil. No entanto, é para nós o verdadeiro significado de impacto.

As novas metodologias activas que trouxemos para as actividades formativas assentam em desafios reais das empresas e dos indivíduos, e permitem criar a ligação entre o conhecimento adquirido com a aplicação prática diária. Na sala de aula, os participantes encontram espaço para a reflexão e networking, integrando pontos de vista diferentes e enriquecendo a sua própria perspectiva. O desenvolvimento das competências acontece neste espaço e no seio desta comunidade, quando o conhecimento é colocado em prática.

 

Que outros factores se apresentam como diferenciadores na experiência de estudar na Nova SBE?
A Nova SBE não é só a melhor escolha para aprender. É hoje um espaço de promoção ao desenvolvimento profissional. A realização de semanas temáticas, como é o exemplo da Sustainability Journey a realizar na semana de 27 de Junho a 1 de Julho que conta com mais de 40 eventos, ou o iNovaFest, no final do Outubro, focado na inovação e pensamento exponencial, são dois bons exemplos de espaços abertos aos nossos participantes. Estes eventos incluem dinâmicas de networking entre pessoas de diferentes empresas, startups e outros stakeholders, promovendo oportunidades de carreira e de negócio muito para além daquilo que inicialmente procuravam na Nova SBE.

Além disso, hoje é possível complementar a participação num programa da Nova SBE com outras iniciativas. Por exemplo, um participante de uma Pós-Graduação pode agora participar num programa de Wine Tasting ou um programa de coaching individual.

A integração no Alumni Club, que acontece ao final de programas de longa duração, permite que a nossa comunidade continue a ter acesso a estes e muitos outros benefícios que têm como objectivo promover impacto na sociedade, nas organizações que servem e no atingimento das metas individuais.

 

Com todas as transformações que ocorreram nas empresas nestes últimos dois anos, a importância da formação executiva saiu reforçada?
Absolutamente. Quer do lado das empresas quer do lado dos alunos, a procura cresceu. Mas com algumas tendências: do lado das empresas existe um foco muito grande no desenvolvimento de skills de liderança. Mais abrangente, mais moderno e mais focado nos novos desafios que as lideranças enfrentam. Do lado dos profissionais, a procura incide mais em programas que permitam repensar a sua carreira, dentro ou fora das suas organizações.

Penso que mais do que a formação executiva, a procura pelo conhecimento saiu reforçado. As pessoas e empresas compreendem cada vez melhor o impacto que o reskill e upskill tem nas suas vidas e negócios.

 

Que desafios se apresentam hoje à formação decorrentes das transformações recentes?
O crescimento económico que sentimos nos últimos dois séculos e que produziu danos nos ecossistemas naturais, combinado com o impacto disruptivo dos rápidos avanços tecnológicos, acentuaram desigualdades geradoras de tensões sociais e polarização política, que as empresas e estruturas governativas no geral, têm sido até agora, incapazes de resolver. Estes temas têm despertado a reflexão da sociedade e também da Nova SBE – sobre a sua missão e a urgência de actuar para responder àqueles desafios.

É fundamental que as Business Schools promovam o desenvolvimento de um novo tipo de conhecimento, focado no impacto positivo nas empresas e sociedade, soluções inovadoras que acelerem a mudança e aquisição de competências que agilizem a tomada de decisão consciente dos impactos no futuro.

Na Nova SBE inaugurámos o Ecossistema de Inovação que junta mais de uma centena de startups e empresas, alunos de 92 nacionalidades, docentes e especialistas reconhecidos internacionalmente, um Centro de Empreendedorismo, Laboratórios de Data e na área Digital, e mais de 200 projectos e iniciativas por ano, em torno desta vontade de desenvolver soluções com impacto positivo.

Na educação, posicionamo-nos na vanguarda das metodologias de ensino que integramos nos currículos dos nossos programas, e promovemos regularmente eventos com propósito para a nossa comunidade, que permitem estender o espaço de aprendizagem para fora da sala de aula através da construção de redes de relações de proximidade com elementos de outras indústrias, fundamentais para o sucesso dos indivíduos e das empresas.

Por fim, continuamos a apostar na aprendizagem contínua – lifelong learning – através de um portefólio com programas intensivos de curta-duração, focados no upskilling necessário às missões actuais de todos os profissionais, e programas de média e longa duração, como pós-graduações e os recém-lançados Mestrados Executivos, que têm como missão promover o reskilling que a transformação das organizações exige.

 

Quais são as novas valências que os líderes terão de adoptar nesta nova realidade e que podem ser adquiridas pela via da formação?
Os líderes precisam de saber equilibrar o tempo de treino, balneários e jogo. Por vezes passam tanto tempo no jogo que se esquecem dos outros espaços de trabalho. O balneário é fundamental para criar cultura. Cultura essa que se traduz muitas vezes nos resultados de um jogo. E o campo de treinos muitas vezes parece que é apenas um espaço para quando os jogos não estão a correr bem.

A verdade é que o peso que os líderes dão ao campo de treinos e balneários terá de ser maior se pretenderem ganhar campeonatos. Qualquer que seja o “jogo”.

É necessário trabalhar skills cada vez mais transversais como a Sustentabilidade – compreendendo o impacto das políticas e regulação, como as decisões têm impacto no sucesso da organização, a evolução das métricas de sucesso da empresa, a forma como a inovação assume um papel importante nesta jornada de impacto, entre outras dimensões fundamentais a ter em consideração.

A própria filosofia de liderança tem evoluído. A expectativa das equipas evoluiu. Por mais sénior que seja o líder, a proximidade é requerida. Queremos líderes “ao serviço” das pessoas. Isso exige uma mudança de mindset por parte das lideranças, a começar pelo que consideram ser sucesso.

O líder de hoje tem de ser um coach. Em primeiro lugar para se conhecer melhor e compreender como as suas crenças podem limitar a sua capacidade de evoluir enquanto líder. E depois para reaprender a ouvir mais e melhor, a compreender que se chega mais rápido aos objectivos com caminhos mais longos, lendo o ecossistema e as pessoas de forma mais profunda.

Os líderes têm de construir um skillset muito mais amplo do que no passado. Isso requer ganhar competências diferentes – legal, tecnologia, engenharia, sociologia, etc. Estranho? Talvez. Mas a verdade é que os líderes que conseguirem combinar a necessária especialização com uma visão, ainda que geral, mais sistémica serão aqueles que irão compreender melhor os problemas e potencialmente tomar melhores decisões.

É por isso que na Nova SBE temos apostado na introdução de disciplinas “diferentes” nos nossos programas, convidando muitas vezes, especialistas que nos oferecem uma visão diferente do mundo daquela que a maioria dos líderes desenvolveu ao longo da sua vida.

 

Que novidades estão previstas até ao final do ano?
Antes do verão teremos um momento especial – A Nova SBE Sustainability Journey, uma espécie de “festival de verão” que terá lugar no campus de Carcavelos entre os dias 27 de Junho e 1 de Julho, e que convida a comunidade a reflectir sobre o papel das empresas e da sociedade na jornada para um mundo mais sustentável.

Em Setembro, nos dias 1 e 2, acontece a 7.ª edição das Conferências do Estoril, que trazem a Portugal os mais prestigiados líderes de diversas áreas, para debater sobre “O Re-Equilíbrio Do Nosso Mundo: Um Apelo À Geração Do Propósito” (Rebalancing Our World: A Call To The Purpose Generation). Esperamos mais de dois mil participantes nacionais e internacionais, neste evento gratuito (limitado aos lugares existentes), que contará com mais de 50 oradores, em mais de 20 sessões.

Em Outubro lançamos os nossos cinco Mestrados Executivos (Mestrado Executivo Avançado em Gestão, Mestrado Executivo em Inovação e Empreendedorismo, Mestrado Executivo em Marketing e Estratégia, Mestrado Executivo em Liderança e Mestrado Executivo em Finanças e Mercados Financeiros), em regime maioritariamente pós-laboral e ao longo de um ano civil, compostos por seis meses lectivos, complementados por um trabalho de grupo desenvolvido numa das empresas parceiras da escola, a desenvolver nos restantes seis meses.

Outubro trará também o iNovaFest, entre os dias 24 e 28, um festival dedicado à exploração do poder e das novas oportunidades de disrupção que a inovação encerra. Pretendemos que toda a nossa comunidade se reúna, se envolva e participe num conjunto de múltiplas iniciativas de tipologias diversas.

Destas iniciativas destaco o SUpermassive Event (27 e 28 de Outubro), co-organizado com a SingularityU Portugal. Este evento contará com palestras de 10 oradores nacionais e internacionais, entre os quais David Roberts (inovação e disrupção), Laila Pawlak (liderança com impacto), Arash Aazami (futuro da energia) e Eduardo Ibrahim (economia exponencial), bem como experiências imersivas e um Hackathon, e foca-se no uso das tecnologias exponenciais ao serviço da criação de soluções globais, ajudando organizações e indivíduos a entender e antecipar o impacto destas tecnologias no futuro da sociedade e do mundo.

 

Este artigo faz parte do Caderno Especial “Formação” publicado na edição de Junho (n.º 138) da Human Resources.

Caso prefira comprar online, tem disponível a versão em papel e a versão digital.

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