Do referendo que decidia a permanência do Reino Unido no seio da União Europeia saiu o resultado inesperado e que muitos temiam. Os britânicos decidiram pelo chamado “Brexit”, e as consequências da votação fizeram-se sentir quase de imediato.
A libra desceu para níveis históricos, e a comunidade internacional desdobrou-se em previsões e em discussões sobre as reais consequências desta situação a nível económico, social e político para o Reino Unido e para a Europa. E para a área da Gestão de Pessoas quais serão os possíveis efeitos?
Vários responsáveis pelos departamentos de Recursos Humanos de algumas das mais importantes empresas britânicas não têm dúvidas em afirmar que esta decisão vai originar enormes ramificações na vida empresarial do país e, por consequência, às respectivas equipas. No entanto, de forma geral, estes profissionais apontam factores, efeitos e conselhos mais práticos para os tempos mais próximos:
– Poucas organizações se preparam para esta eventualidade;
– Assegurar, de imediato, aos colaboradores que tudo vai continuar como antes e que o negócio se mantém seguro e estável;
– Algumas leis laborais poderão vir a ser alteradas depois de concluída a saída do Reino Unido, afectando directamente a vida profissional dos colaboradores;
– Muitos colaboradores estrangeiros, a trabalhar no Reino Unido, poderão, no futuro, ter de abandonar os seus empregos e o país;
– As empresas poderão ter maior dificuldade em contratar colaboradores a tempo inteiro devido aos tempos de indecisão que se aproximam;
– A saúde financeira e o regime de pensões de muitas pessoas podem vir a sofrer de uma grande instabilidade, o que poderá levar a que muitos colaboradores repensem o seu futuro e escolham outras alternativas.
Fonte: HR Magazine














