Opinião: Quer uma equipa vencedora? Mudança.

Titiana Barroso
12 de Abril 2017 | 10:27

O mais útil e menos actual conhecimento na gestão de uma empresa aparenta ser o da liderança. Não que escasseiem obras sobre o tema, mas porque dificilmente estas acompanham o ritmo de um mundo empresarial cada vez mais competitivo.

 

Por Ricardo Parreira, CEO da PHC Software

Se perguntarmos aos gestores qual o maior desafio que enfrentam para liderar as suas equipas, a resposta frequente é a da “constante mudança”. E a razão tem tanto de simples como de óbvia: as estruturas das organizações e os desafios que enfrentam não são os mesmo de há dez, cinco ou mesmo dois anos atrás.

A ideia de ter uma empresa ágil, capaz de se superar diariamente e onde a colaboração e cooperação entre as pessoas é fundamental, alimenta o imaginário das escolas e fóruns de discussão sobre esta matéria. No entanto, a realidade é pragmática. Sem as ferramentas de gestão que permitam aos líderes ultrapassar a inércia de estagnação e a lentidão dos processos internos, toda e qualquer empresa se arrisca a falhar.

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Hoje o líder moderno tem de dar à equipa as ferramentas e condições que lhe permita alcançar a excelência nos quatro pilares fundamentais da gestão: melhores processos, maior colaboração, melhor experiência e melhor tomada de decisão. E estes quatro pilares têm uma ideia fundamental de base: velocidade que permita a adaptação à mudança.

Um líder necessita de dar esta liberdade às suas equipas, pois de nada lhe vale todo o conjunto de soft skills que adquiriu e trabalhou, se a estrutura que inspira não tiver dotada de capacidade de resposta. E quando olhamos para a capacidade de resposta das estruturas empresariais, um líder não pode ficar indiferente a uma das maiores dores de cabeça de qualquer colaborador: os procedimentos e processos internos – muitas vezes lentos e origem de desmotivação e insatisfação, especialmente num mundo onde uma geração millenial impõe imediatismo e empowerment no seu dia-a-dia.

Felizmente existem soluções que permitem responder a estes novos problemas da liderança – e que tantos entraves criam. Agora é mais fácil uma empresa ser mais ágil dando aos seus colaboradores maior poder e, com isso, maior responsabilidade.

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Por exemplo, porque tem um colaborador de entregar um mapa de férias para um serviço administrativo o processar? E porque é que um colaborador tem de entregar no final do mês o conjunto das suas despesas correntes a um serviço administrativo? Torna-se mais simples quando o colaborador introduz esta informação directamente no sistema. Sente-se parte do processo, tem o poder na sua mão e tem a informação directamente disponível. Por outro lado, a empresa ganha agilidade quando liberta as equipas administrativas para tratarem de outros processos.

A vida das empresas torna-se mais fácil quando os colaboradores têm esta liberdade. E é para aqui que a liderança empresarial caminha: uma maior capacitação, liberdade e responsabilidade para os membros das equipas.

O líder empresarial moderno é aquele que olha para a tecnologia como uma necessidade de adaptação à mudança. As ferramentas de gestão ajudam-no na missão, a de inspirar uma equipa vencedora.
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