Quer criar uma cultura de custos inteligentes na sua empresa? Siga estas estratégias

As mais recentes estatísticas da Eurostat revelam um aumento de 5,3% nos custos salariais das empresas em Portugal. Combinado com uma crescente pressão inflacionária, este contexto representa um desafio para as margens de lucro das empresas, tornando a optimização de custos e a priorização de investimentos um aspecto crucial para a resiliência de um negócio.

Neste contexto, e tendo com base a sua experiência de mais de 30 anos na optimização de custos e processos, a ERA Group apresenta quatro estratégias fundamentais para apoiar as empresas na criação de uma cultura de custos inteligentes, com foco no equilíbrio entre a eficiência, a inovação e o bem-estar das equipas:

1. Implementar novas tecnologias com base em Inteligência Artificial
A Inteligência Artificial (IA) é hoje um factor crítico para a competitividade. A sua aplicação em áreas como a previsão de procura, análise de dados e automação de processos permite reduzir desperdícios, aumentar a precisão nas decisões e libertar recursos para tarefas de maior valor acrescentado. Empresas que implementam ferramentas de IA de forma estratégica e consciente reportam poupanças médias de até 20% e, segundo um estudo recente da Boston Consulting Group, mais de 56% dos gestores na região da Europa, Oriente Médio e África (EMEA) consideram a IA como um factor fundamental para a competitividade e optimização de custos.

 

2. Investir na digitalização de cadeias de abastecimento 
A digitalização das cadeias de abastecimento permite às empresas obter uma visão mais completa das suas cadeias de valor, antecipar ruturas de stock e negociar com os fornecedores de forma mais eficaz. Com sistemas integrados e plataformas colaborativas de gestão, é possível optimizar rotas de transporte, reduzindo os seus custos, ao mesmo tempo que se aumenta a agilidade operacional e a ligação entre todas as partes envolvidas. Segundo o World Economic Forum, cadeias de abastecimento digitalizadas podem reduzir os custos logísticos em até 30% e aumentar a resiliência das empresas.

 

3. Optimizar custos com foco nas metas de neutralidade carbónica 
Uma cultura de custos inteligentes não se limita a uma actuação a curto prazo. E, ao considerar áreas de poupança, é fundamental que as empresas priorizem também critérios de sustentabilidade. Estes critérios ESG permitem reduzir desperdícios energéticos e ajudam a preparar a empresa para futuras exigências regulamentares. Num contexto, de maior escrutínio ambiental, tanto por parte de consumidores como de investidores, é fundamental que as empresas invistam continuamente em medidas de eficiência energética, soluções de consumo renováveis e práticas de maior circularidade. Este foco na sustentabilidade não só contribui para a redução de despesas a longo prazo, como também fortalece a reputação e a competitividade das empresas.

 

4. Investir no desenvolvimento e aprendizagem dos colaboradores 
Mais do que cortar indiscriminadamente, apostar numa maior optimização de custos significa direcionar recursos para áreas que impulsionam um crescimento sustentável a longo prazo. Uma parte essencial desta estratégia passa pelo desenvolvimento dos colaboradores. Segundo um relatório recente da Boston Consulting Group, programas de upskilling e reskilling aumentam a produtividade, ajudam a mitigar a escassez de talento e preparam as equipas para novas tecnologias e processos. Empresas que investem na formação e no desenvolvimento dos seus colaboradores tornam-se mais resilientes e diferenciadas.

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