São estes os principais ciber-riscos associados às videochamadas utilizados no teletrabalho

O teletrabalho tornou-se regra em muitas empresas, estando milhões de pessoas actualmente a usar aplicações de videochamadas para poder continuar a sua actividade habitual. A Check Point® Software Technologies  adverte as empresas para os principais riscos que estas ferramentas podem ter por ser um alvo de ataque fácil para os cibercriminosos.

Em Janeiro, os investigadores da Check Point Research alertavam para a descoberta de uma vulnerabilidade crítica no Zoom, um serviço que estava a efectuar mais de 300 milhões de reuniões em todo o mundo, a qual permitia gerar e verificar facilmente os ID das reuniões da aplicação para se dirigir às vítimas e aceder à sua informação e documentos. Nas últimas semanas, os especialistas da empresa apoiaram na resolução de outra vulnerabilidade de segurança na opção de personalização do Zoom “Vanity URLs”. Durante o período pandémico, os cibercriminosos focaram-se neste tipo de programas, contando desde o início do ano de 2020 com dezenas de milhares de domínios criados que se encontram relacionados com este tipo de serviços (Zoom, GoogleMeet, etc…) em todo o mundo.

 

Que riscos enfrentam as empresas ao implementar estes sistemas?
Utilizar estes programas informáticos é muito simples, já que somente é necessário registar-se com um endereço de e-mail e uma password (que na maioria das vezes é simples para ser mais fácil de recordar, e por isso débil). Se um cibercriminoso tem acesso a uma lista de endereços electrónicos utilizados para aceder a este tipo de serviços, pode facilmente levar a cabo uma acção, comummente conhecida de “ataque de força bruta”, e testar todas as combinações possíveis de passwords de uso comum até acertar com a correta e poder aceder e assim conseguir entrar na aplicação.

Este tipo de ataques tem mais sucesso do que se possa imaginar, e no caso de isto suceder, o cibercriminosos ganha controlo da conta do utilizador, podendo levar a cabo diversas actividades maliciosas:

1. Roubo de identidade: Como primeiro passo, pode fazer-se passar por um empregado da empresa e entrar em contacto com o resto dos colegas e, em alguns casos, fornecedores, parceiros, entre outros que interajam com a empresa. Desta forma, através de simples aplicações de mensagem instantânea pode pedir que lhe seja confirmado dados como passwords ou outro tipo de informação que lhe permita aceder a outros serviços corporativos.

2. Espionagem e roubo de informação: Dada a actual situação, em que a quarentena obrigou a permanecer em casa, as reuniões são efectuadas online. Portanto, no caso de um cibercriminoso ter acesso às comunicações entre os empregados de uma empresa (como também com fornecedores ou clientes, por exemplo), pode levar a cabo actividades de espionagem como escutar o que é dito nas reuniões por videoconferência, visualizar e copiar os milhares de ficheiros que são partilhados através destes serviços.

3. Difundir campanhas de ciberameaças: Para além do roubo de informação e documentos, os cibercriminosos podem aproveitar estas aplicações para lançar ciberataques encobertos que poderiam afectar todos os empregados da empresa. Para isso, só teriam de partilhar um documento infectado para que, quando os destinatários o abrirem, se inicie o download de software malicioso como malware, ransomware, cryptojackers.

 

A Check Point relembra, que ao trabalhar desde casa, é possível que se relaxe um pouco mais, pelo que é fundamental aumentar a precaução e manter-se sempre alerta face a qualquer sinal que possa mostrar que se possa estar a ser alvo de um ciberataque. É importante ter activos sistemas de segurança que permitam aumentar a protecção de todos os dispositivos e documentos corporativos.

Os especialistas da empresa aconselham também que se deve elevar o nível de segurança usando sempre passwords para aceder a cada sala virtual onde se vai efectuar a videochamada. Desta forma, quando um utilizador tentar conectar-se tem de introduzir um código e esperar que o administrador dê permissão de entrada na reunião. Portanto, para além da password, é possível evitar que um convidado não desejado aceda à videochamada. É também importante manter sempre o software actualizado com a última versão, para poder contar com todas as actualizações de segurança que novas versões possam incluir.

Há ainda que prestar atenção aos links recebidos para conexão, pois a Check Point descobriu que os cibercriminosos têm aproveitado durante este período para lançar campanhas massivas de phishing utilizando domínios falsos e maliciosos relacionados com este tipo de aplicações. Para estar protegidos face a este tipo de ciberameaças, há que ter cuidado com as mensagens que contém ficheiros anexados que são enviados de emissores desconhecidos, bem como procurar erros ortográficos no corpo do texto e no próprio URL que possam mostrar indícios de se estar perante um domínio falso.

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