
Tendências para a Gestão de Pessoas em 2026: Ano Novo, Competências Novas, destaca a Code For All
João Magalhães, CEO Code for All Group, identificou três tendências que vão marcar o mundo do trabalho e da Gestão de Pessoas em 2026.
A Inteligência Artificial (IA) já entrou no léxico das organizações, mas persistem dúvidas sobre como usá-la de forma útil, segura e ética. Saber tirar partido dela é o grande desafio para 2026 e três tendências emergem com força: a formação prática e especializada em IA para aumentar a eficiência das equipas e torná-las menos sobrecarregadas; a capacitação sem barreiras financeiras; e o nascimento dos profissionais “híbridos” entre negócio e implementação de IA.
As empresas já estão a apostar nesta transformação. Em 2025, a Code for All_ trabalhou com mais de 30 organizações na formação das suas equipas, cultivando uma cultura preparada para o futuro do trabalho. Estas organizações enfrentavam inúmeros desafios, desde dificuldades em uniformizar a linguagem interna sobre IA, assegurar aprendizagem prática por departamento e boas práticas ou orientar os colaboradores perante o excesso de ferramentas disponíveis.
Em 2026, a procura por esta formação em IA especializada, adaptada ao contexto real de cada equipa, vai crescer a olhos vistos. Aliás, entre 2024 e 2025, a Code for All_ viu a frequência de cursos de IA triplicar, quer gerais (para qualquer profissional), quer adaptados às suas profissões – os mais procurados foram os de IA no sector jurídico, na comunicação, contabilidade e programação, uma demonstração clara de que a necessidade de capacitação deixou de ser isolada e passou a ser transversal às funções. Cada vez mais profissionais querem formação prática, adaptada às ferramentas e fluxos de trabalho diários e não módulos genéricos sem utilidade imediata.
No fundo, as empresas querem pôr as suas equipas a falar a mesma língua e este é o passo zero para criar uma cultura preparada para o futuro do trabalho.
Os custos da formação não têm de ser um entrave e é aqui que detectamos a segunda tendência. Em 2026, dois instrumentos podem ajudar nesta jornada. Do lado dos colaboradores, o Cheque Formação +Digital, que tem permitido a muitos aceder a 750€ para investir em formação, foi prolongado, pelo menos, até Junho.
Do lado das empresas, importa lembrar o Fundo de Compensação do Trabalho, para onde muitas descontaram e que hoje soma mais de 500 milhões de euros mobilizáveis só até ao final de 2026, sendo a formação uma das áreas elegíveis e a que mais valoriza as equipas, sobretudo em IA. A Code for All_ tem ajudado organizações a activar este fundo. Já vimos empresas com milhares de euros parados no FCT, que não sabem que os têm ou que podem financiar a sua transição digital. Há um sentido de urgência porque estes montantes só podem ser usados em 2026.
Finalmente, será o ano dos profissionais “híbridos” entre negócio e implementação de IA, capazes de identificar oportunidades e activar a implementação prática de IA. Isto porque o primeiro passo é pôr todos a falar a mesma língua, mas e depois? Como é que a IA passa a optimizar os processos? São necessários profissionais que compreendem o negócio, identificam oportunidades de automação e criam workflows com impacto real. Podem surgir por requalificação interna ou ser contratados no mercado e a Code for All_ está focada em formá-los. Ainda não têm um nome, mas vemo-los tornarem-se essenciais em 2026.
Por tudo isto, 2026 será o ano em que as empresas vão apostar na formação prática em IA para uma cultura preparada para o futuro do trabalho, que transforme tecnologia em resultados mensuráveis. 2026 tem todas as condições para realizar a máxima “Ano novo, competências novas”.