Três startups portuguesas estão nas semifinais dos dois principais programas aceleradores de cuidados de saúde da Europa

Margarida Lopes
6 de Julho 2020 | 13:00
Três startups portuguesas estão nas semifinais dos dois principais programas aceleradores de cuidados de saúde da Europa

O EIT Health Headstart e o EIT Health Catapult, dois principais programas de aceleração na área da saúde do EIT Health anunciaram os semifinalistas deste ano e contam com três startups portuguesas. Estas equipas irão agora ter acesso a mentoria e apoio financeiro e ainda competir pela atenção dos investidores e por um lugar no pódio durante as grandes finais, que irão acontecer no segundo semestre do ano.

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No programa EIT Health Headstart foram apoiadas 89 startups na Europa. Sete startups são de Itália, duas de Portugal, Polónia e Estónia e uma da Roménia, Hungria, Grécia e Letónia. Entre os semi-finalistas portugueses do Headstart estão a Bac3Gel e a C-mo Medical Solutions.

A C-mo Medical Solutions pretende responder a uma necessidade clínica relevante com um dispositivo de monitorização de tosse, que fornece uma avaliação abrangente dos padrões distintos de tosse de um paciente. Esta solução visa facilitar e agilizar o diagnóstico da doença subjacente à tosse, permitindo a prescrição de terapias e tratamentos personalizados e precisos.

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A Bac3Gel está a desenvolver um substrato universal para cultura de bactérias que permite gerar infecções humanas in vitro e auxiliar no desenvolvimento de novos antibióticos. Este ano, o EIT Health expandiu a oferta do concurso Headstart para ajudar na procura de soluções digitais de combate à COVID-19 e seleccionou startups que utilizarão este apoio para desenvolver produtos e serviços que pretendem ajudar a Europa a conter, tratar e gerir esta doença.

Todas as equipas recebem 40 000 euros para desenvolver as suas inovações e atrair investimentos privados. As startups irão competir por 10 000 euros adicionais durante a grande final. Este ano a participação no programa Headstart foi três vezes superior à de 2019, já que foram recebidas mais de 150 candidaturas vindas de regiões em desenvolvimento do Centro, Leste e Sul Europeu.

O segundo programa, o EIT Health Catapult, oferece 40 000 euros para o primeiro, 20 000 euros para o segundo e 10 000 euros para o terceiro lugar em três categorias, medtech, saúde digital e biotecnologia. Até à grande final, as equipas irão ter acesso a mentores e formação em modelo de negócio e planeamento, negociação de acordos de investimento e formação em pitch, assim como um acesso facilitado a especialistas e investidores de alto nível. Entre os semi-finalistas há uma equipa de Portugal, a Criam, uma plataforma que quer fornecer rapidamente às pessoas os resultado das análises.

«A chave para o desenvolvimento de sistemas de saúde inovadores está nas mãos da próxima geração: jovens talentos que desenvolvem as soluções de saúde do futuro. O nosso objectivo é fornecer o suporte necessário, orientação e oportunidades de networking a todos eles. Tenho muito orgulho em ver que existem tantos jovens talentosos nestas regiões em franco desenvolvimento, que trabalham em soluções de saúde que podem vir a tornar a vida de muitas pessoas mais saudável e longa» refere Inês Matias, Business Creation manager da EIT Health InnoStars.

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