81% dos portugueses quer manter-se em teletrabalho no pós-pandemia. Mas já acusam “fadiga da quarentena”

No contexto pós pandemia, 81% dos portugueses gostaria de se manter em teletrabalho, e dentro dos que respondem afirmativamente, um terço gostaria mesmo de o fazer todos os dias. A conclusão é do Barómetro Vida Digital dos Portugueses, realizado pela Celside Insurance, em parceria com a Boutique Research.

 

Já 19% dos inquiridos considera que o teletrabalho foi uma má experiência que não gostaria de repetir.

O Barómetro da Celside mostra também que apesar da “fadiga da quarentena”, 58% dos portugueses considera que o segundo confinamento está a ser igual ou mais fácil que o primeiro.

A quase totalidade dos portugueses (96%) considera que o telemóvel teve um papel positivo durante o segundo confinamento, nomeadamente porque os ajudou a estar mais próximos de familiares e/ou amigos (62%) e a entreter-se, distrair-se ou relaxar (51%) ou a sentir-se menos sozinhos (31%).

De acordo com o estudo, para a grande maioria dos inquiridos (75%) passar sem o smartphone é muito difícil (35%) ou relativamente difícil (40%). Comparando com o período pré-pandemia, para 43% dos portugueses, passar sem o smartphone é agora mais difícil porque, afirmam, este objecto os ajuda a manter o contacto com as pessoas com quem não podem estar (78%) e lhes faz companhia ou ajuda a distrair (53%).

Na verdade, o telemóvel é tão importante que para 54% dos portugueses, o telemóvel é o objecto que mais lhes custaria perder, à frente das chaves de casa (31%) ou do cartão bancário (27%).

À medida que a idade aumenta, diminui a intensidade da ligação com este objecto, se 70% dos menores de 21 anos responde que o telemóvel é o objecto que mais lhes custaria perder, este número desce para 61% na Geração X (entre os 35 e os 49 anos) e para 39% nos maiores de 64 anos.

O barómetro indica também que os portugueses passam uma média de cinco horas por dia a olhar para os ecrãs (smartphone, computador, televisão e tablet) e gastam em média 2,9 horas a olhar para os ecrãs dos seus smartphones. Aqui, registam-se diferenças estatísticas significativas por dispositivo, enquanto as gerações mais novas passam mais tempo a olhar para o smartphone à medida que a idade aumenta, o smartphone vai sendo substituído pela televisão. No caso do uso do computador, verifica-se que é relevante sobretudo para a população em idade ativa, com um uso médio diário de 3,9 horas.

Comparando com um estudo anterior, realizado em Portugal pela Harris para a Celside Insurance em Fevereiro de 2020 (pré-confinamento), verifica-se que a pandemia fez aumentar a utilização do smartphone em quase todas as suas funcionalidades.

Em termos de actividades de lazer, também se notam algumas alterações relevantes, aumentou a quantidade de portugueses que, pelo menos uma vez por semana utiliza o smartphone para partilhar conteúdos com familiares e amigos (de 78% para 83%), ouvir música (de 69% para 76%) e assistir filmes ou séries (de 44% para 56%).

Também as compras online aumentaram quando comparadas com o período pré pandemia. Se 88% dos inquiridos declara fazer compras online, 66% responde durante a pandemia aumentou este tipo de compras e 30% dos portugueses realiza compras online pelo menos uma vez por semana.

As categorias de compras online que mais aumentaram em tempos de pandemia são, de acordo com o estudo, roupa/acessórios (56%), restauração/food delivery (54%) e supermercado (48%). A compra de produtos de tecnologia e de cultura (livros, serviços de streaming) também cresceram nas prioridades dos portugueses para as suas compras em lojas não físicas, com um aumento de 32% e 31% respectivamente.

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