Quase metade dos colaboradores quer que a empresa pague assinatura no Netflix. E a grande maioria prefere plano de benefícios a ganhar mais

Margarida Lopes
11 de Março 2021 | 08:50

A pandemia mudou as prioridades dos colaboradores no que diz respeito aos benefícios oferecidos pelas empresas. De acordo com um relatório da plataforma Cobee, publicado pelo El Economista, 72% dos trabalhadores têm interesse que a sua empresa ofereça seguro saúde e outros planos de bem-estar, enquanto 47% gostariam de ter um passe de ginástica e 30% a presença de um psicólogo.

 

O relatório «Tendências em benefícios sociais», que analisa os efeitos da crise da COVID-19 sobre os benefícios que as empresas oferecem aos colaboradores, revela ainda que mais de 60% dos colaboradores apostariam num plano de poupança reforma, em que tanto o trabalhador como a empresa contribuiriam com cerca de 212 euros por mês.

Já 41% gostariam que a empresa financiasse uma assinatura de plataformas como Netflix ou Spotify.

A valorização dos benefícios é tal que, segundo o estudo, a grande maioria dos colaboradores está disposta a receber menos 2000 euros por ano no salário efectivo, em troca de um pacote de benefícios no valor de 1600. Só colaboradores com mais de 54 anos optam pelo salário.
O relatório indica também que quase 60% dos entrevistados consideram que as vantagens oferecidas pela empresa são insuficientes e 75% afirmam não saber o valor total dos benefícios de que usufruem.
Outro impacto da pandemia foi que 60% dos colaboradores não conseguiram aceder os benefícios que tinham antes.
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