O que queres ser quando fores grande ?

Human Resources
30 de Junho 2021 | 11:00
O que queres ser quando fores grande ?

Por Luís Roberto, Managing Partner da Comunicatorium e Professor convidado do ISCSP-ULisboa

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O Super-homem, a Princesa Leia, policia,  médica, Cristiano Ronaldo, ou simplesmente, não sei.

Quem nunca brincou ao faz de conta, quando era criança.

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Dizem os psicólogos que por essa  altura, as escolhas são feitas com base em referências, e no reconhecimento dos outros, do seu sucesso ou da sua fama.

Mas, com o passar dos anos, o imaginário transforma-se em desafio, e com ele  a necessidade de centramos a nossa atenção e os esforços, naquilo que verdadeiramente queremos ser.

E quando nos preparamos para entrar no mercado de trabalho , a questão coloca-se quase como um ultimato, deixando muitos sem resposta, e muito menos sem saber por onde começar.

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Sempe incentivei os jovens com quem falo, que o mais importante é escolherem o que mais gostam de fazer, e o que são capazes de fazer bem.

Pode parecer fácil, mas na verdade a tarefa complica-se quando somos confrontados com a pressão dos pais, com as tradições familiares e a profissão seguida ao longo de gerações, ou os lugares tentadores, quando a escolha é feita, apenas, porque é bem paga.

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Escolher aquilo que mais se gosta de fazer, significa conhecermo-nos a nós próprios, de forma a direcionar as nossas escolhas, alinhadas com o nosso perfil.

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Significa saber como nos sentimos ao realizar cada atividade do quotidiano, que nos permita entender de uma forma geral as nossas qualidades, e dessa forma chegar à resposta que procuramos.

Mas o desafio permanece, ao longo da carreira profissional.

Várias são as empresas (e bem), sobretudo as multinacionais, que possuem políticas de desenvolvimento e progressão de carreiras, onde é formalmente definido e acordado com cada colaborador, o plano de desenvolvimento pessoal.

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Poderemos com isto, concluir que este exercício apenas acontece com as grandes empresas, ficando   95% do tecido empresarial português, constituido por pequenas e médias empresas, fora desta equação. Não devia ser assim.

Já não existem profissões para o resto da vida, pelo que  pensar em desenvolvimento e progressão de carreira, significa para as empresas, qualificar e preservar os seus talentos.

Dizem as boas práticas que o desenvolvimento pessoal começa pelo próprio, contando com o apoio da sua chefia direta, ou em alguns casos de um mentor, tendo estes, um papel fundamental na identificação dos pontos fortes e das necessidades de novas competências, que possam fazer convergir os objetivos individuais, com as prioridades e o propósito  da empresa.

Nem sempre esta conjugação se efectiva, e nem sempre o caminho a percorrer passa pela empresa onde estamos, mas coloca-nos certamente em melhor posição, quando uma oportunidade surja.

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O que queremos estar a fazer  a curto, médio e a longo prazo, requer uma profunda reflexão, e deve numa primeira fase ser realizada sem  constrangimentos, i.e. o que importa mesmo, é apontarmos para onde queremos estar.

Saber identificar as preferências e as limitações pessoais, também fazem parte  do plano de desenvolvimento pessoal. Digamos que é uma forma de gestão das expetativas, relativamente ao futuro profissional.

Estar ou não disponível para aprender novas funções, estar ou não disponível para trabalhar fora do País, em que áreas e em que circunstâncias, ou aceitar experimentar coisas novas,  permite-nos excluir aquilo que dificilmente estará ao nosso alcance , ou aquilo que não faz parte do percurso que ambicionamos.

Ainda que o teletrabalho tenha eliminado as distancias e reduzido a necessidade de viajar, assumir que só estamos disponíveis para trabalhar num país que esteja a 3 horas de voo de Lisboa, estaremos à partida a excluir trabalhar em Berlim ou Varsóvia.

A experiência profissional adquirida, o conhecimento e os skills que possuímos, são a nossa referência e a nossa marca pessoal, refletindo aquilo que fazemos bem.

Daí que seja importante ter presente os skills comportamentais, como por exemplo: ser bom comunicador e influenciador, ter capacidade para criar respeito,  confiança e motivação.

Os  projetos e as grandes iniciativas em que se tenha participado , ajuda a perceber o nível de exposição, e as áreas de atuação pelas quais  somos reconhecidos no momento presente.

Finalmente saber identificar as necessidades de desenvolvimento para a função atual e futura, são uma tarefa que engloba uma ampla conversa com a chefia directa, com revisões regulares do plano de desenvolvimento traçado, onde se aborda as opções de aprendizagem,  os possíveis swaps, a formação complementar, bem como a eficácia das ações acordadas, sempre na base da transparência.   Afinal, é sobre o futuro das pessoas que se trata.

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