Exames nacionais vão manter estrutura com perguntas opcionais

Human Resources com Lusa
27 de Outubro 2021 | 17:45

Os exames nacionais vão manter a estrutura introduzida há dois anos devido à pandemia COVID-19, com conjuntos de perguntas opcionais em que é contabilizada a melhor reposta, que se aplica também às provas do nono ano. 

As regras a aplicar nas provas de avaliação externa foram publicadas na terça-feira pelo Instituto de Avaliação Educativa (IAVE) e mantêm uma excepção que foi aplicada aos exames do 11.º e 12.º nos últimos dois anos.

«Nas provas finais de ciclo e nos exames finais nacionais a aplicar em 2022, à semelhança do que aconteceu em 2020 e 2021 para os exames finais nacionais, haverá, em cada prova, um conjunto de itens cuja resposta é obrigatoriamente contabilizada para a classificação final», refere o documento.

Estas questões, de carácter obrigatório, incidem em competências desenvolvidas e consolidadas ao longo do percurso escolar ou em informação facultada na própria pergunta.

Além dessas, que representam a maioria do exame, haverá um outro conjunto de perguntas, mas nem todas serão contabilizadas para a classificação final e, por isso, se os alunos responderem a mais do que o número necessário, contam só as melhores respostas.

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«Por exemplo, numa prova composta por 20 itens, 14 itens poderão ser obrigatoriamente contabilizados para a classificação final; dos seis itens restantes, todos poderão ser respondidos pelos alunos, mas apenas serão considerados para a classificação final da prova os três itens cujas respostas obtenham melhor pontuação relativamente à cotação total do item», refere o IAVE.

Esta estrutura foi introduzida nas provas do ano lectivo 2019/2020, na sequência do período alargado de ensino à distância imposto pela pandemia COVID-19, de forma a não prejudicar os alunos cujas aprendizagens tenham sido afetadas com o novo modelo de ensino, e manteve-se no ano passado.

Nesses dois anos, realizaram-se apenas os exames do ensino secundário que, no entanto, serviram só para efeitos de acesso ao ensino superior e, no ano passado, também para melhoria da classificação interna.

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Este ano são retomadas as restantes provas de avaliação externa, que incluem as provas de aferição dos 2.º, 5.º e 8.º ano de escolaridade (que se realizam em três períodos distintos entre 2 de Maio de 20 de Junho) e as provas finais de ciclo do nono ano (com a primeira fase entre 17 e 23 de Junho).

A 1.ª fase dos exames nacionais de 11.º e 12.º decorre entre 17 de Junho e 6 de Julho.

No final do mês de Setembro, o secretário de Estado Adjunto e da Educação, João Costa, já tinha manifestado a vontade do Governo de que os exames nacionais e as provas de aferição retomassem a normalidade.

«A não ser que tenhamos outra vez – esperemos que não e tudo indica que não – alguma excepcionalidade, o caminho é o da retoma da normalidade também a respeito da avaliação externa», afirmou na altura.

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