Recuperação das empresas e captação de novos investidores é prioridade, diz Turismo do Centro

Human Resources com Lusa
17 de Janeiro 2022 | 12:50
Recuperação das empresas e captação de novos investidores é prioridade, diz Turismo do Centro

O presidente da Turismo Centro de Portugal (TCP), Pedro Machado, disse que as prioridades deste ano na região para o sector passam por «restaurar a confiança» dos viajantes, tanto portugueses como de outros países.

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«O grande desígnio que temos pela frente é podermos recuperar a confiança do viajante», declarou Pedro Machado à agência Lusa, antecipando as perspectivas da Entidade Regional de Turismo do Centro para esta área de actividade em 2022.

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Face ao impacto negativo da pandemia nos fluxos turísticos, entende que cabe ao Governo – o actual e o que resultar das eleições legislativas de 30 de Janeiro – prosseguir com as diferentes medidas de combate à COVID-19, designadamente ao nível da vacinação, da testagem e do controle de fronteiras e aeroportos.

Importa também «restaurar a confiança do mercado interno», sublinhou, para salientar que, no presente contexto sanitário, «os portugueses redescobriram o seu próprio país em 2021», optando por fazer mais turismo em Portugal.

Além do «retorno da confiança dos mercados internacionais», como o Brasil, Estados Unidos da América, o Canadá e a Europa, entre outros, Pedro Machado defendeu a «consolidação do mercado interno», para que haja «mais portugueses e mais vezes ao longo do ano» no Centro.

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Na sua opinião, o esforço acrescido neste capítulo, com o país e o mundo ainda a braços, há mais de dois anos, com os desenvolvimentos da pandemia, deve procurar atingir os níveis de desempenho de 2019, considerado «o melhor ano de referência» para o turismo na região.

A recuperação, segundo o presidente da TCP, deve abranger a diversificação dos produtos, mas também apostas no turismo industrial, ecoturismo, turismo religioso, turismo activo e turismo desportivo e turismo literário.

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«Devemos aproveitar as sinergias criadas com as candidaturas à Capital Europeia da Cultura 2027, procurando maximizar o trabalho em rede que está a ser feito», preconizou.

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Para Pedro Machado, outra «prioridade absoluta» é a «recuperação e manutenção das empresas e se possível a captação de novos investidores».

«É necessário pugnarmos para que o próximo Governo mantenha os apoios» às empresas em vigor no atual contexto, incluindo o programa Apoiar.PT, as ajudas às situações de lay-off e a prorrogação das moratórias, referiu.

Por outro lado, Pedro Machado expressou «uma expectativa para que possam baixar impostos como o IRC e o IRS», tendo ainda defendido «novos instrumentos financeiros para a actividade o mercado de emprego».

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«Se quisermos quadros competentes e aumentar a mão de obra, inevitavelmente vamos ter de mexer na tabela salarial. Portugal paga em média baixos salários e temos de alterar esse quadro» do sector.

A falta de mão de obra nas áreas do turismo deve ser colmatada através de uma «aposta clara na formação» e a «possibilidade de entrada de cidadãos estrangeiros», com destaque para trabalhadores oriundos dos países de língua portuguesa, concluiu.

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