Ciberataques: Sector da educação «continua a ser alvo dos hackers»

Human Resources com Lusa
13 de Abril 2022 | 18:40
Ciberataques: Sector da educação «continua a ser alvo dos hackers»

O sector da educação «continua a ser alvo de hackers», refere o relatório semestral da empresa de cibersegurança S21sec, que conclui que no segundo semestre do ano passado as instituições educativas continuaram na mira dos ciberataques.

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Esta informação consta do relatório semestral da S21sec “Threat Landscape Report”, que analisa a evolução do cibercrime na segunda metade do ano passado.

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«Os ataques a este sector [educação] têm sido muito frequentes porque tiveram de fornecer praticamente educação online a partir do zero devido à pandemia, através de plataformas de videoconferência como o Zoom, que também sofreram ataques», destaca Hugo Nunes, responsável da equipa de Intelligence S21sec, citado em comunicado.

De acordo com a empresa de cibersegurança, as organizações da área da educação «enfrentam uma série de premissas que as tornam suscetíveis a ciberataques», como o uso de «tecnologias vulneráveis, como por exemplo a plataforma de videoconferência Zoom ou o software de apoio à aprendizagem Moodle, amplamente utilizados no ensino online».

A isto somam-se sistemas desactualizados e com soluções de defesa débeis e «comunidades de utilizadores com falta de conhecimento sobre cibersegurança, que tornam as organizações em alvos de ataque», refere a tecnológica.

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Em termos globais, «foram registados ataques de ransomware [ataques com pedido de resgate] em escolas importantes nos Estados Unidos e centros educacionais no Reino Unido, através dos quais grupos de cibercriminosos conseguiram desviar informação sensível para exigir um resgate e obter benefício financeiro».

Um dos exemplos é o ciberataque de ransomware em Espanha neste último semestre que «resultou na encriptação de ficheiros e informação confidencial que colocou mais de 650.000 ficheiros em risco, levando a instituição a tomar medidas de contenção, tais como desligar as redes do campus e bloquear o acesso às suas plataformas».

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Em Portugal, «enfrentaram também um ataque de ransomware em que os serviços foram suspensos como medida de precaução» e, «embora a instituição tenha tornado público que nenhuma informação pessoal ou financeira da comunidade académica tinha sido comprometida e que estava limitada à recolha de credenciais de acesso a contas de correio electrónico, seis faculdades estiveram afectadas pelo incidente, suspendendo o acesso aos seus servidores de email», aponta a S21sec.

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«Também foram relatados grandes incidentes de segurança em instituições na Índia e na Turquia, e foram detectadas campanhas de phishing contra universidades americanas, manipulando as vítimas para obter informações pessoais sensíveis», adianta.

Desde o início do ano que se têm registado ciberataques a empresas portuguesas, entre as quais a Impresa, Vodafone ou os laboratórios Germano Sousa, sendo que a mais recente vítima de um ataque informático foi a MC Sonae, dona da rede de retalho Continente.

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