PRR: Presidente da CGD diz que é necessário acelerar entrega de verbas às empresas

Human Resources com Lusa
28 de Junho 2022 | 18:00
PRR: Presidente da CGD diz que é necessário acelerar entrega de verbas às empresas

O presidente da Comissão Executiva da Caixa Geral de Depósitos (CGD) alertou que é necessário acelerar a disponibilização das verbas do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) às empresas, para as ajudar a ultrapassar os efeitos da crise.

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Em Vila Nova de Famalicão, distrito de Braga, na abertura de mais um encontro Fora da Caixa, Paulo Macedo sublinhou que a «quantidade de cash» que já está nas empresas «ainda é muito, muito diminuta».

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«A questão mais importante neste momento é ele [PRR] materializar-se. A quantidade de cash nas empresas ainda é muito, muito diminuta, ainda temos toda uma fase de projectos por aprovar», referiu.

Aludindo aos efeitos da guerra na Ucrânia na economia portuguesa, o presidente da CGD destacou o «factor curioso» de o país apresentar, segundo as últimas projecções do Banco de Portugal, um «crescimento significativo», ao contrário do que acontece na generalidade da Europa e mundo.

«Não se esperava um crescimento tão significativo [em Portugal]», referiu, dando conta de que esse crescimento deriva do impacto de 2021 e, numa parte significativa, do sector do turismo.

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«2022 será um ano positivo para o nosso país», vaticinou, sublinhando, no entanto, que, face à volatilidade da situação actual, é necessário esperar pelos números do quarto trimestre.

Paulo Macedo disse ainda que o aumento dos preços de muitos produtos essenciais decorrente da guerra vai criar «uma pressão salarial».

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«As pessoas têm menos rendimento disponível e, além disso, as pensões para o ano vão aumentar 5%, o que vai criar uma pressão adicional sobre os salários», explicou.

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Em relação às taxas de juro, Macedo disse que, neste momento, estão «historicamente baixas», mas adiantou que irão inevitavelmente subir.

«Resta saber que nível é que vão ter», disse, explicando que as taxas de juro vão depender da inflação e do crescimento económico.

Para o presidente executivo da Caixa, Portugal continua a ter uma dívida pública «muito significativa», o que, a juntar à dívida climática, significa «um peso muito grande para as gerações futuras».

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«Quando o secretário-geral das Nações Unidas pede desculpa às gerações futuras, eu acho que não é apenas um gesto sem significado. Quando achamos sempre que o Estado deve gastar mais, quando achamos sempre que a nossa parte não é tão significativa na poluição, é de facto um encargo concreto que estamos a passar», afirmou.

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