Este restaurante português voltou a ser considerado um dos melhores do mundo

Human Resources com Lusa
23 de Julho 2022 | 12:00
Este restaurante português voltou a ser considerado um dos melhores do mundo

O restaurante português Belcanto, do chef José Avillez, manteve-se hoje entre os 50 melhores do mundo, descendo quatro posições para o 46.º lugar da lista, este ano liderada pelo dinamarquês Geranium, anunciou a organização em Londres.

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O restaurante lisboeta, definido como «o principal destino gastronómico da capital portuguesa», continua a ser o único português na lista dos 50 melhores do mundo (‘World’s 50 Best Restaurants’), que este ano assinala 20 anos.

O Belcanto, com duas estrelas do guia Michelin, entrou para os primeiros 50 da lista em 2019, quando conquistou a 42.ª posição, que renovou no ano passado – em 2020 a lista não foi divulgada devido à COVID-19.

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«É com muita alegria que recebemos a notícia de que o Belcanto é novamente escolhido como um dos 50 melhores restaurantes do mundo. Continuaremos a trabalhar cada vez mais e melhor e sempre com muita paixão e responsabilidade por termos a sorte de representar Portugal. É uma distinção de toda a equipa do Belcanto, de todo o nosso grupo e de todas as equipas de cozinha e sala de todos os restaurantes portugueses, em Portugal e no mundo», reagiu José Avillez, através das redes sociais.

«Um estabelecimento lendário que abriu as suas portas como um clube para homens em 1958, o chef José Avillez pegou no leme do Belcanto em 2012. Sob a sua navegação culinária, o restaurante mereceu a sua primeira estrela Michelin nesse ano; uma segunda seguiu-se apenas dois anos depois», refere a organização, que descreve a cozinha de Avillez como fazendo «um uso total da costa portuguesa» e proporcionando uma «viagem gastronómica pela cozinha portuguesa contemporânea».

Este ano, o Geranium (Copenhaga) subiu ao topo da lista – no ano passado, o restaurante do chef Rasmus Kofoed, que também tem três estrelas do guia Michelin, ficou no segundo lugar.

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«O Geranium é um espaço holístico, que abraça o círculo da vida. A comida é um conector, unindo pessoas de todos os continentes», afirmou Rasmus Kofoed.

Segundo os promotores da lista, «não há melhores chefs no mundo do que Kofoed na aplicação da beleza aos alimentos».

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«Ele tem uma capacidade intuitiva de juntar pratos verdadeiramente deslumbrantes que aproveitam ao máximo a cor, o espaço vazio e o volume exacto dos ingredientes, criando uma sinergia entre sabor, esteticismo e uma sensação de fluidez que percorre todo o menu», descreve a organização.

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Ao segundo lugar subiu o restaurante peruano Central (4.º no ano passado), de Virgilio Martínez e Pía León, enquanto o Disfrutar (Barcelona, dos chefs Oriol Castro, Mateu Casañas e Eduard Xatruch) alcançou o terceiro lugar (5.º em 2021).

A escolha dos melhores restaurantes do mundo faz-se desde 2002, contando com os contributos de 1080 especialistas em gastronomia, e procura «revelar alguns dos melhores destinos para experiências culinárias únicas, além de ser um barómetro para tendências gastronómicas globais», segundo os promotores.

A cerimónia regressou a Londres, mas esteve inicialmente prevista para Moscovo. Os organizadores anunciaram que não iriam organizar o evento na capital russa no dia 24 de Fevereiro, horas depois do início da invasão russa da Ucrânia.

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