Pedro Rocha e Melo, Grupo José de Mello: «Hoje, são os colaboradores que escolhem as empresas onde querem trabalhar.»

Human Resources
27 de Setembro 2022 | 10:00

O Grupo José de Mello, de cariz familiar, tem um legado empresarial com mais de 120 anos, integra empresas de sectores diversificados, e é um dos maiores criadores de emprego em Portugal. No ano passado, deu início a uma nova estratégia de crescimento, suportada na aposta no desenvolvimento das suas pessoas.

 

Por Ana Leonor Martins | Fotos Nuno Carrancho

 

São muitos e diversos os factores que contribuem para o sucesso dos negócios, mas são as pessoas, dentro da organização, que realmente formulam estratégias e executam planos e processos para que um negócio se torne bem-sucedido.» Quem o afirma é Pedro Rocha e Melo, administrador executivo do Grupo José de Mello, com o pelouro das Pessoas e Gestão de Talento, que, em entrevista exclusiva à Human Resources, falou da importância que essa área assume naquele que é um dos maiores grupos nacionais, e de como se mantêm atractivos – e competitivos – num mercado cada vez mais concorrencial e num contexto cada vez mais incerto.

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No contexto desta revisão estratégica, estão a a desenvolver um projecto de gestão integrada e transversal de talento ao nível do Grupo. E também definiram o seu propósito, de raiz. Pedro Rocha e Melo não tem dúvidas de que isso, a acrescer a uma «cultura forte e reconhecida» e a valores bem definidos – Competência, Inovação e Desenvolvimento Humano – contribui para a sua diferenciação da sua marca de empregador. «Cada vez mais, os jovens procuram um propósito e uma cultura organizacionais que os inspire e com os quais se sintam envolvidos.»

 

Em 2021, o Grupo José Mello deu início a uma nova estratégia para o crescimento. Em que consistiu?
A definição da nossa nova estratégia de crescimento foi antecedida de um longo período de reflexão que realizámos, entre 2020 e 2021, num processo colaborativo que envolveu alguns dos nossos principais stakeholders. Para este novo ciclo de desenvolvimento, traçámos um conjunto de objectivos ambiciosos que nos vão acompanhar nos próximos tempos.

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Que objectivos são esses?
Em primeiro lugar, assegurar um desempenho de excelência dos actuais negócios e reforçar o nosso posicionamento nos sectores em que operamos, nomeadamente através da Bondalti, da CUF e da Brisa.

Em paralelo, queremos identificar novas oportunidades de investimento a partir de Portugal, alargando a base geográfica e sectorial, intensificando o compromisso com uma actuação responsável a nível ambiental, social e económico, e implementando uma agenda de inovação de forma a transformar, com valor, as nossas empresas e desenvolver novas oportunidades.

Para que estes objectivos sejam alcançados, acrescento e destaco um último que marca de forma inequívoca a nova etapa de crescimento que estamos a viver: a aposta no desenvolvimento das nossas pessoas e o reforço do talento das nossas equipas. Q

 

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Quais têm sido os principais desafios nesse caminho?
Os desafios com que nos deparamos são comuns a muitas empresas e grupos empresariais e decorrem do contexto de grande incerteza e indefinição que vivemos, em resultado de duas situações de grande impacto: uma pandemia à escala planetária, que marcou as nossas vidas e condicionou negativamente a actividade económica nos últimos dois anos, e o conflito militar entre a Rússia e a Ucrânia, que provocou uma grande crise de refugiados, uma alteração profunda do paradigma geopolítico, e um significativo aumento do preço da energia e de muitas matérias-primas, sobretudo na Europa.

 

É administrador do Grupo José de Mello e tem a responsabilidade, entre outras, do pelouro de Recursos Humanos. Já evidenciou a vossa aposta nas pessoas… Que importância esta área assume na resposta a esses desafios e na gestão do negócio?
Temos um longo histórico de resiliência e enfrentámos, até aos dias de hoje, enormes desafios e adversidades. Não tenho dúvida de que as nossas pessoas têm tido um papel primordial na forma como temos ultrapassado as dificuldades, e têm certamente um papel essencial no futuro do Grupo.

São muitos e diversos os factores que contribuem para o sucesso dos negócios, mas são as pessoas, dentro da organização, que realmente formulam estratégias e executam planos e processos para que um negócio se torne bem-sucedido.

Quando os colaboradores se sentem integrados e são tratados com confiança, é fácil perceber o seu valor e potencial, enquanto elementos vitais para o funcionamento e actuação da empresa.

Ao considerarmos as pessoas como um dos pilares que norteiam a nossa actuação, ambicionamos promover cada vez mais o envolvimento dos nossos colaboradores e apostar em iniciativas em prol do seu desenvolvimento e progressão.

 

Nesse âmbito, quais são actualmente, para vocês, os principais desafios e os temas mais prementes?
Trazer as pessoas para a primeira linha das preocupações é essencial para o nosso futuro e para a transformação que queremos fazer. No contexto da revisão estratégica e de um conjunto de mudanças estruturais que realizámos, estamos a desenvolver um projecto de gestão integrada e transversal de talento ao nível do grupo.

Neste sentido, é necessária uma grande articulação entre as várias áreas e responsáveis de Recursos Humanos, nomeadamente da Bondalti e da CUF, que são as empresas com maior número de pessoas e onde temos muito talento potencial.

Leia o artigo na íntegra na edição de Setembro (nº.141) da Human Resources, nas bancas.

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