Durante o primeiro trimestre do ano, a média global de ataques semanais aumentou 7% face ao mesmo período em 2022, com cada organização a enfrentar uma média de 1248 ataques por semana, de acordo com as estatísticas e tendências dos ciberataques a nível global da Check Point Research.
No primeiro trimestre do ano, o sector da Educação/Investigação foi o mais atingido com o maior número de ataques, com uma média de 2507 ataques por organização por semana, o que representa um aumento de 15% em relação ao primeiro trimestre de 2022.
O sector Administração Pública/Defesa foi o segundo mais visado, com uma média de 1725 ataques por semana, o que indica um aumento de 3% em relação ao ano anterior.
O sector da Saúde registou um aumento significativo de ataques, com uma média de 1684 ataques por semana, o que representa um aumento substancial de 22% em relação ao ano anterior. No entanto, a mudança mais significativa ocorreu no sector do Retalho, que registou o maior aumento, de 49%, em relação ao ano anterior, com uma média de 1079 ataques por semana.
O sector da Educação/Investigação continuou a ser o mais afectado, com muitas instituições ainda a debaterem-se com a necessidade de assegurar redes e pontos de acesso alargados durante a transição para o ensino à distância.
Segundo dados da Check Point Research, no primeiro trimestre do ano, a região de África registou o maior número médio de ciberataques semanais por organização, com uma média de 1983 ataques, indicando uma ligeira redução de 2% em comparação com o primeiro trimestre de 2022.
Por outro lado, a região da Ásia-Pacífico registou o aumento anual mais significativo na média de ataques semanais por organização, com um aumento de 16%, atingindo uma média de 1835 ataques por organização, seguida da região da América do Norte, que registou um aumento anual de 9%, chegando a 950 ataques semanais médios por organização.
Em Portugal, os dados da CPR revelam que houve uma média semanal de 1065 ataques por organização, valor acima da média europeia, o que representa um aumento de 2% face ao primeiro trimestre de 2022.
Há um reconhecimento crescente dos perigos colocados pelos ciberataques e das suas consequências, como evidenciado pela introdução de regulamentação e políticas em vários países. Nos Estados Unidos, a regulamentação relativa à cibersegurança foi recentemente revista e os reguladores estão actualmente a analisar propostas destinadas a melhorar a comunicação de incidentes, a divulgação de informações, a supervisão e a modernização de legislação desactualizada.
As alterações propostas, que deverão ser implementadas ainda este ano, exigiriam que as empresas actualizassem os seus programas de conformidade em matéria de cibersegurança, abrangendo áreas como a governação empresarial, os requisitos de notificação e comunicação, bem como a gestão e segurança de activos.














