PWN Lisbon vai medir impacto de 13 anos de actividade para a diversidade da liderança

Tânia Reis
5 de Dezembro 2024 | 17:20
PWN Lisbon vai medir impacto de 13 anos de actividade para a diversidade da liderança

Foi na Estufa Fria, em Lisboa, que a PWN Lisbon celebrou mais um Dream Day, desta feita focado nas lideranças (invisíveis) com impacto, e anunciou o arranque de um estudo de impacto para medir a sua actividade ao longo dos 13 anos de vida em Portugal.

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Com mais de 300 pessoas na audiência e mais de 20 parceiros associados, ao longo da manhã subiram a palco personalidades de referência dos universos corporativo, académico e da área da comunicação numa reflexão sobre o desafio da liderança em diversidade como eixo fundamental de desenvolvimento e evolução estratégicos do país e do papel do país no mundo.

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Com Tiago Forjaz, fundador e Managing partner da The Epic Talent Society, ao comando na abertura e na ligação de todos os momentos, o evento contou com Luís Portela, presidente da Fundação Bial, como primeiro keynote speaker, que referiu que «a maior riqueza das instituições são as pessoas», tendo salientado a importância, na liderança, de «pensarmos positivo para a criação de um ambiente de constante melhoria das organizações, na perspectiva de que liderar é servir com prazer e felicidade os objectivos da organização, a satisfação dos clientes, o projecto que se coordena e a própria equipa».

No painel “Comunicar com Impacto”, conduzido por Rita Nabeiro, board member da PWN Lisbon, a comunicadora Inês Meneses complementou com a visão de que «liderar pode ser também sentir», ao falar sobre a necessidade de olharmos o outro sempre com empatia, reconhecendo que «cada um de nós é um território singular, com as suas características». Céline Abecassis-Moedas, pró-reitora da Universidade Católica Portuguesa, referiu que «as universidades têm o papel de ensinar estas soft skills, para além das competências técnicas, num mundo que é chamado mais do que nunca a aprender a aprender».

Quando questionadas sobre como construir uma sociedade mais equitativa, a professora universitária saudou o facto de a sala estar cheia e com muitos homens, para sublinhar que «a diversidade só pode ser alcançada com o envolvimento dos homens». Já para Inês Meneses, segundo a qual este será «um longo caminho», ficou destacada a ideia de que «para lá chegarmos, vai ter de haver uma ferida para depois haver uma cura».

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No case study “Os factos visíveis”, Gonçalo Saraiva Matias, presidente da Fundação Francisco Manuel dos Santos, traçou o panorama da igualdade de género em Portugal. «As mulheres são a maioria da população portuguesa, mas, mesmo assim e apesar de todas as conquistas já alcançadas, continuam em desvantagem em várias dimensões da vida». Foram no contexto da sua intervenção, porém, mencionados avanços positivos a assinalar no país, com o orador a salientar que, para tal, «as quotas são instrumentos fundamentais».

Em mais uma palestra inspiradora, Helena Freitas, professora da Universidade de Coimbra e directora do Parque de Serralves, segunda keynote speaker, lembrou a audiência que «nada nos aproxima mais da condição humana do que a natureza», demonstrando que o caminho passa por «trazer a natureza para o centro das decisões», para concluir a lançar um desafio a todas as pessoas presentes: «serem embaixadoras da sustentabilidade».

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Por fim, o investigador Carlos Azevedo, da Universidade Católica Portuguesa, anunciou o desenvolvimento de um estudo da PWN Lisbon que, através da auscultação qualitativa e quantitativa do universo de stakeholders envolvidos, permitirá aferir o impacto da sua oferta de programas, iniciativas de formação, networking e partilha de boas práticas na preparação para a liderança, bem como apontar caminhos para a evolução estratégica da própria PWN Lisbon.

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Paula Perfeito, Presidente da PWN Lisbon, encerrou o encontro com um agradecimento reforçado aos membros, parceiros e voluntários, realçando que «o estudo de impacto lançado contribui para, em conjunto, toda a comunidade PWN Lisbon intervir activamente naquela que é a missão da organização: fazer crescer a nossa missão em impacto e alcance com parcerias estratégicas; promover a igualdade de oportunidades no desenvolvimento profissional; e disponibilizar evidência sobre o valor económico e social da diversidade».

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