A concentração dos colaboradores está em queda. Como podem as lideranças reverter o cenário?

Margarida Lopes
30 de Julho 2025 | 10:40
A concentração dos colaboradores está em queda. Como podem as lideranças reverter o cenário?

Vários estudos internacionais mostram que a capacidade de concentração dos trabalhadores está em declínio, especialmente em ambientes de teletrabalho. A Adecco Portugal alerta para os riscos desta nova realidade e partilha estratégias para manter a atenção plena num ambiente cada vez mais marcado pela fragmentação e excesso de estímulos digitais.

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Num contexto de trabalho remoto e híbrido, caracterizado por reuniões virtuais, multitasking e notificações constantes, a concentração tornou-se um dos maiores desafios à produtividade. A fragmentação do tempo, a ausência de pausas estruturadas e a pressão para responder rapidamente a tudo têm um impacto directo no desempenho, no bem-estar e, a longo prazo, na saúde mental das equipas.

«A quebra de concentração não é um problema individual, é uma questão estrutural da nova realidade laboral. A atenção plena é hoje um activo escasso, mas absolutamente crítico para a produtividade e a saúde organizacional», afirma Vânia Borges, directora de Recursos Humanos da Adecco Portugal.

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De acordo com uma análise da Adecco, os profissionais em regime de teletrabalho relatam maiores níveis de distracção, cansaço mental e dificuldade em manter a atenção em tarefas complexas. Esta realidade exige uma abordagem activa por parte das empresas, mas também o desenvolvimento de estratégias pessoais de gestão do foco.

Desta forma, a Adecco partilha cinco técnicas práticas para melhorar a concentração no trabalho remoto:

  1. Estruturar o dia com blocos de foco – Trabalhar por ciclos de tempo definidos (como a técnica Pomodoro) ajuda a manter a atenção e evitar o cansaço prolongado.
  2. Eliminar distrações digitais – Desativar notificações, silenciar grupos de mensagens e criar ambientes de trabalho digitais limpos pode ter um impacto imediato.
  3. Criar rituais de início e fim de dia – A ausência de fronteiras físicas entre casa e trabalho deve ser compensada com rotinas que criem transições claras.
  4. Fazer pausas reais e intencionais – O cérebro precisa de tempo para descansar. Pausas curtas e regulares aumentam a capacidade de foco e previnem o esgotamento.
  5. Reforçar momentos de colaboração presencial ou digital de qualidade – A concentração também depende de ligações humanas. Reuniões mais curtas, bem preparadas e com propósito claro evitam desperdício de tempo e energia.

 

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