
Equipas de cibersegurança não têm as competências necessárias para trabalhar com GenAI, diz estudo
Segundo o relatório The AI Security Balancing Act: From Risk to Innovation, da NTT DATA, 69% dos Chief Information Security Officer (CISOs) reconhecem que as suas equipas não possuem as competências necessárias para trabalhar com GenAI, apesar de quase todos afirmarem ter um papel directo nas decisões sobre a tecnologia.
A falta de preparação é agravada pelo facto de 72% das organizações não terem ainda uma política formal para utilização de GenAI, e apenas 24% confirmarem de forma clara a existência de um quadro robusto que equilibre risco e criação de valor.
O relatório The AI Security Balancing Act: From Risk to Innovation revela que embora a implementação da GenAI continue a avançar a nível global, está a ser travada por falta de políticas formais, tecnologia desactualizada e lacunas de formação. A modernização tecnológica e o reforço de competências surgem como prioridades urgentes para desbloquear o verdadeiro potencial desta tecnologia.
A infraestrutura tecnológica é outro ponto crítico, 88% dos líderes de cibersegurança referem que a tecnologia legada está a limitar a agilidade empresarial e a prontidão para a GenAI. O documento sublinha a modernização de IoT, 5G e edge computing como factores essenciais para o progresso futuro, salientando que 64% dos decisores estão a privilegiar parcerias estratégicas de TI capazes de fornecer serviços de IA generativa end-to-end.
Estes resultados mostram que a inovação tecnológica deve ser acompanhada de investimentos consistentes em formação, modernização de infraestruturas e definição de políticas claras, garantindo que a GenAI não é apenas adoptada, mas integrada de forma segura e sustentável no negócio.