
A prioridade dos Recursos Humanos das empresas privadas de crescimento mais rápido não é o recrutamento. Sabe qual é?
Atrair os melhores talentos é fundamental para todos os departamentos de Recursos Humanos, mas, entre as empresas da Inc. 5000 deste ano, esta não é propriamente a prioridade número um, revela a Inc.
O CEO Survey anual da Inc. revelou que 59% das empresas privadas de crescimento mais rápido nos Estados Unidos indicaram a retenção dos seus melhores colaboradores como uma das suas três principais prioridades de Recursos Humanos, em comparação com 46% que citaram o recrutamento entre as três principais.
O upskilling/formação foi a segunda prioridade mais importante, com 45%, seguida pela manutenção do engagement dos colaboradores (43%), apoio ao bem-estar dos colaboradores (22%) e gestão dos custos de saúde (12%).
Emily LaRusch, CEO da Back Office Betties, empresa de recrutamento que integra a lista Inc. 5000, afirma que tem trabalhado para melhorar a experiência dos colaboradores e uma das estratégias é pedir-lhes que partilhem uma lista de sonhos e desejos. Quando os seus colaboradores alcançam objectivos ou conquistas significativas, a empresa esforça-se para realizar um desses sonhos. «Estamos a procurar formas de ligar o trabalho que estão a fazer com as coisas que os fazem sentir-se realizados como seres humanos. Ajuda a elevar o moral, a ser notado.»
Tami Nutt, especialista em RH e vice-presidente de investigação e insights da empresa de consultoria e serviços Aspect43, afirma não estar surpreendida com o facto de as empresas estarem a concentrar-se na retenção após alguns anos tumultuosos na procura de talento. «Ter pessoas que são a base do conhecimento institucional da história organizacional é inestimável para a cultura de uma empresa. São coisas que não se podem ensinar.»
Quando questionados sobre os desafios relacionados com os RH, 45% dos CEO afirmam que o maior desafio que enfrentam na contratação é adequar os candidatos à cultura da empresa, enquanto 49% referem que o maior desafio da sua força de trabalho é o burnout.
Quando um dos colaboradores de Emily LaRusch está visivelmente sobrecarregado ou a responder a e-mails fora do horário de trabalho com demasiada frequência, ela estabelece limites. «Tive um [colaborador] que estava sempre a ver os e-mails através do telemóvel. Tivemos de encerrar a conta dele e dizer: “Não tens acesso ao teu e-mail. Está aqui uma ajuda monetária, tira dois dias de férias e vai cuidar de ti”.»
Para os empreendedores que possam estar a ter dificuldades em manter-se na disputa pelo talento, Christie Horvath, CEO da empresa de saúde animal Wagmo, aconselha a focarem-se num tipo diferente de retenção: reter-se a si próprio. «É preciso ficar tempo suficiente para ter sorte. A maior parte do sucesso resume-se a sobreviver aos dias maus o suficiente para chegar à meta.»