EDP produz primeira molécula de hidrogénio do grupo na Europa

A EDP produziu a primeira molécula de hidrogénio do grupo na Europa e injectou-a numa turbina a gás em ambiente industrial real. A iniciativa decorre no âmbito do projecto europeu FLEXnCONFU e foi concretizada na central termoeléctrica de ciclo combinado do Ribatejo, na região de Lisboa, com o objectivo de validar a aplicação prática da combinação de hidrogénio e gás natural em contexto de operação, algo ainda pouco explorado no sector.

O anúncio da primeira molécula de hidrogénio produzida no país pela EDP aconteceu durante o evento de inauguração do demonstrador, o electrolisador de 1,25 MW, que faz parte de um projecto mais amplo, o FLEXnCONFU (FLExibilize combined cycle power plant through power-to-X solutions using non-CONventional FUels), financiado pelo programa Horizon 2020 da União Europeia.

Este projecto foi desenvolvido por um consórcio internacional que reúne 21 parceiros de 10 países europeus, incluindo, além de Portugal, Espanha, França, Itália, Reino Unido, Grécia, Alemanha, Bélgica, Suécia e Países Baixos. Na cerimónia, que decorreu na central do Ribatejo, estiveram presentes a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, o presidente executivo da EDP, Miguel Stilwell d’Andrade e representantes da Comissão Europeia, entre outros convidados.

«O FLEXnCONFU é um projecto que visa demonstrar como a produção de energia em centrais de ciclo combinado pode ser mais flexível e eficiente, combinando diferentes tecnologias e promovendo uma operação mais sustentável num mercado cada vez mais dominado pelas energias renováveis», lê-se em comunicado.

O projecto inclui dois demonstradores que irão converter electricidade para hidrogénio ou amoníaco e fazer a sua co-combustão com gás natural. O demonstrador da responsabilidade da EDP no Ribatejo utiliza hidrogénio e um segundo, localizado em Itália, recorre a um carrier de amoníaco, substância que permite armazenar e transportar energia sob a forma de amoníaco, e que será validado em ambiente laboratorial.

O projecto teve início em Abril de 2020 e passou por diversas etapas de desenvolvimento até alcançar a produção da sua primeira molécula de hidrogénio. Incluiu ainda testes laboratoriais no Reino Unido e em Itália, realizados de forma independente do projecto-piloto na central do Ribatejo, envolvendo misturas de diferentes composições de hidrogénio e de amoníaco com gás natural.

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