Sete em cada 10 empresas sofrem impactos negativos significativos com os atrasos nos pagamentos

Human Resources com Lusa
13 de Novembro 2025 | 18:40

O impacto do crédito malparado no tecido empresarial manteve-se em níveis muito elevados ao longo de 2025, 70% das empresas portuguesas sofrem o impacto negativo dos atrasos de pagamento na sua demonstração de resultados e 11% dizem correr o risco de fechar devido aos incumprimentos.

Os dados são da vaga de Outono do Estudo de Gestão do Risco de Crédito em Portugal, promovido pela Crédito y Caución e Iberinform, no qual participaram gestores de cerca de 300 empresas de diferentes dimensões e setores.

Segundo o Estudo, 38% das empresas portuguesas enfrentam um aumento dos custos financeiros devido a atrasos nos pagamentos. O atraso nos pagamentos aos clientes significa também que 34% do tecido empresarial tem de abrandar a sua expansão comercial, 33% é forçado a limitar novos investimentos e 29% sofre perdas de rendimentos significativas.

A falta de controlo sobre os atrasos constitui um risco para a atividade empresarial. Num cenário como o atual, o incumprimento de pagamentos acordados cria tensões de liquidez significativas e é particularmente desestabilizador para as operações das empresas de menor dimensão. Em caso de incumprimento de uma venda a crédito comercial, a perda é igual aos custos de produção do produto.

Quanto menor for a margem de lucro maior será o impacto de um incumprimento multiplicando o número de vendas com clientes solventes que é necessário para compensar a perda. Se uma empresa com uma margem comercial de 10% sofre um incumprimento de 10 mil euros, tem de gerar novos negócios no valor de 100 mil euros para compensar o impacto dos 9000 euros em custos de produção.

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Num contexto de redução das margens comerciais, em consequência do aumento dos custos de produção e da subida significativa das taxas de juro, é especialmente importante para a sobrevivência de uma empresa gerir adequadamente os seus riscos de incumprimento.

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