Tendências para a Gestão de Pessoas em 2026: Gi Group Holding salienta a literacia digital, upskilling e reskilling

Sofia Valentim, Senior manager Finance, HR, Banking & Insurance, na Wyser (Gi Group Holding), identificou três tendências que vão marcar o mundo do trabalho e da Gestão de Pessoas em 2026.

 

Existem três tendências que marcarão, certamente, a Gestão de Pessoas e o mercado de trabalho em 2026: a integração crescente entre tecnologia (IA, gestão de dados) e o factor humano; a aposta na requalificação e na aprendizagem contínua (upskilling & reskilling) como resposta à necessidade de adaptação a um mercado de trabalho em constante evolução; e o fortalecimento da cultura organizacional, do bem-estar e da flexibilidade como pilares estratégicos.

De facto, é inquestionável a integração da IA nos processos de trabalho e a sua penetração nos diferentes sectores e actividades. A aplicação da inteligência artificial e a utilização estratégica de dados serão factores determinantes em praticamente todas as realidades organizacionais.

A inteligência artificial deixará de ser um recurso secundário e, em determinados contextos, poderá assumir um papel verdadeiramente estratégico e relevante. As organizações mais preparadas serão aquelas que integrarem a IA de forma responsável, com um nível de segurança robusto, assente em suporte humano e de acordo com políticas rigorosas de compliance. Igualmente neste âmbito, a utilização de dados como suporte estratégico à tomada de decisão, continuará a ganhar relevância, requerendo profissionais com uma visão holística, com elevado sentido crítico, analítico e com competências tecnológicas sólidas.

Este enquadramento implicará um forte investimento em literacia digital, por parte das empresas, e a capacitação e requalificação das suas pessoas apoiando-as e impulsionando a aquisição de novas competências. É precisamente neste âmbito que estratégias como o upskilling e o reskilling assumirão uma importância crescente. A aprendizagem contínua e a capacidade de adaptação serão seguramente imprescindíveis para salvaguardar competitividade e inovação, sendo que esta deverá ser uma responsabilidade partilhada entre empresas e profissionais.

Na verdade, num mercado de trabalho caracterizado por uma transformação contínua, os profissionais deverão continuar a assumir um papel cada vez proactivo na gestão da sua carreira. O foco continuará a não estar apenas na componente remuneratória, mas sobretudo em oportunidades de desenvolvimento assentes em propósito e flexibilidade. O estudo sobre o Teletrabalho em Portugal: desafios e oportunidades do futuro, promovido pela Gi Group Holding em parceria com a Worx Real Estate Consultants revela isto mesmo. Os modelos de trabalho híbrido permanecerão como tendência na gestão, cada vez mais relevante, do equilíbrio entre a vida profissional e pessoal.

A este nível, esperam-se lideranças colaborativas e adaptativas capazes de criar ambientes de confiança e propósito partilhado, onde o bem-estar das pessoas seja encarado como um pilar estratégico que contribui, simultaneamente, para a sustentabilidade do negócio e cultura organizacional.

Em suma, 2026 será certamente marcado por uma Gestão de Pessoas mais integrada, onde a tecnologia, enquanto aliada, deverá potenciar as capacidades humanas sem as substituir. O desafio será equilibrar a eficiência proporcionada pela inteligência artificial com a necessidade de conexão, proximidade e bem-estar, num contexto que se prevê continuadamente dinâmico e volátil.

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