Governo cria linhas de crédito para empresas e uma estrutura de missão em Leiria

O Governo anunciou duas linhas de crédito para as empresas, uma de 500 milhões de euros para necessidades de tesouraria e outra de mil milhões para recuperação de estruturas empresariais, na parte não coberta por seguros.

 

O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro, no final da reunião extraordinária do Conselho de Ministros, que durou cerca de três horas e decorreu na residência oficial do primeiro-ministro, em São Bento (Lisboa).

«A linha de crédito à tesouraria a nossa estimativa é que esteja já disponível no prazo de uma semana e a linha de crédito para a recuperação das empresas pode estar disponível dentro de aproximadamente três semanas», detalhou.

Montenegro anunciou igualmente que o Governo criou uma estrutura de missão para a recuperação das zonas afectadas, que funcionará em Leiria, a partir desta segunda-feira e “nos próximos anos”, liderada por Paulo Fernandes, anterior presidente da Câmara Municipal do Fundão.

O primeiro-ministro explicou que os mecanismos de concretização destas linhas de crédito, que contarão com a colaboração do Banco Português de fomento, «serão também alvo de coordenação e criação de maior agilidade precisamente com a estrutura para a recuperação que estará no terreno».

A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na passada quarta-feira, causou pelo menos cinco mortos, segundo a Protecção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho. No sábado, outros dois homens morreram ao caírem de um telhado que estavam a reparar, um no concelho da Batalha e outro em Alcobaça. Na madrugada de domingo, um homem morreu no concelho de Leiria por intoxicação com monóxido de carbono com origem num gerador.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.

Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.

O Governo prolongou hoje situação de calamidade, que vigorava desde as 00h00 de quarta-feira, até dia 8 de Fevereiro.

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