Mais de metade dos desempregados são mulheres: percentagem subiu para 53,5% em 2025

Human Resources com Lusa
27 de Fevereiro 2026 | 14:00

A percentagem de mulheres no total de desempregados subiu para 53,5% em 2025 face aos 52,6% no ano anterior, segundo um estudo da CGTP, realizado no âmbito âmbito da semana da igualdade.

Com base nos dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), a CGTP assinala, que, no ano passado “havia 180,2 mil mulheres desempregadas, tendo este número diminuído 2,4% face a 2024”.

Contudo, de acordo com a análise da central sindical, o desemprego “desceu mais entre os homens”, pelo que “as mulheres viram o seu peso no total dos desempregados aumentar”, tendo sido de 53,5% em 2025.

«A taxa de desemprego baixou de 6,8% para 6,5% entre as mulheres, mas continua a ser superior à dos homens (5,5%)», indica ainda um estudo elaborado pela Comissão para a Igualdade entre Mulheres e Homens da CGTP, para assinalar a semana da igualdade e o Dia Internacional da Mulher.

Já a taxa de subutilização do trabalho nas mulheres era de 11,6%, também superior à dos homens (8,9%).

Continue a ler após a publicidade

E «apesar do desemprego de longa duração ter diminuído face a 2024, mais de um terço das mulheres desempregadas (37%) encontravam-se nessa situação em 2025, tendo-se reforçado o seu peso no total de desempregados de longa duração, que é agora de 53%», acrescenta a análise da central sindical liderada por Tiago Oliveira.

Para a CGTP, a definição oficial de desemprego é «demasiado redutora para captar todo fenómeno do desemprego e do subemprego no nosso país».

Refere, por isso, que “a cobertura das prestações de desemprego é muito baixa, bem como o valor das prestações”.

Continue a ler após a publicidade

Segundo o estudo da CGTP, «apenas 44% das mulheres tem acesso a protecção social desemprego tendo em conta o conceito mais amplo de desemprego (inclui também as desempregadas desencorajadas e as inactivas não disponíveis)», sendo que o valor médio destas prestações «para o conjunto de homens e mulheres foi de apenas de 664 euros mensais, ou seja, abaixo do limiar da pobreza, cujo valor é de 723 euros».

Apesar de sublinhar que não dispõe de dados actualizados sobre os valores das prestações por sexo, a CGTP salienta, que, perante «o nível inferior de salários auferido pelas trabalhadoras, a média das suas prestações ainda estará mais abaixo do limiar de pobreza».

Por outro lado, a central sindical assinala ainda que mesmo após as transferências sociais a taxa de pobreza entre as mulheres desempregadas era de 42%, estimando que poderia aumentar para 64% na ausência dessas transferências.

Este é o quinto e último estudo divulgado pela CGTP sobre a situação actual da mulher no trabalho, no âmbito da semana da igualdade, que visam diversas áreas que vão desde os salários, à precariedade ou ao desemprego. A CGTP realiza a semana da igualdade entre 2 e 8 de Março com o lema “A Igualdade que Abril abriu. Reforçar Direitos. Cumprir a Constituição”, com iniciativas no país.

Partilhar


Mais Notícias