«Se a inteligência artificial gerará enormes ganhos de produtividade, devemos esperar que as empresas estejam a adoptar massivamente IA nos processos de RH, correcto? Nesse caso, a revelação de que apenas 39% das organizações admitem uma adopção moderada nos processos de RH e de que apenas 3% a classificam como muito acelerada deve fazer-nos pensar.
Ao escrever este texto com ajuda de IA já é um exercício que me faz interrogar: estamos a adaptar-nos para um modelo de futuro, assegurando maior agilidade, e libertando equipas para tarefas de maior valor acrescentado? Será que as empresas europeias, que trabalham com um contexto legal e regulatório mais rigoroso do que as congéneres dos Estados Unidos e China, conseguirão adaptar-se ao ritmo de concorrentes de outra geografias?
Temos a consciência, e creio que a vontade, de tirar partido da IA – 67% reconhece que a IA será eficaz no Recrutamento e na Formação, duas funções críticas, especialmente em sectores onde o talento é escasso e vantagem competitiva fundamental, e nas quais se observam case-studies disruptivos na adopção de IA. Mais: 61% afirma não sentir pressão para reduzir equipas com base no retorno da IA. Significa isso que estamos a preparar equipas para trabalhar com IA e criar mais valor, ou que estamos apenas numa “zona de conforto” e pouco atentos à mudança?
A questão que permanece: temos um desafio pela frente, que não é apenas de adopção de tecnologia, mas de a usar em funções críticas para o negócio e para a estratégia de cada empresa.»
Este testemunho foi publicado na edição de Abril (nº. 184) da Human Resources, no âmbito do seu LXIV Barómetro.
Disponível nas bancas e online, na versão em papel e na versão digital














