
A melhor resposta à disrupção digital
As empresas que adoptam estratégias ambiciosas perante a digitalização do seu sector melhoram as suas possibilidades de serem bem-sucedidas.
Por Jacques Bughin e Nicolas van Zeebroeck
O imperativo da transformação digital é uma questão premente nos ouvidos dos gestores de muitos sectores, até dos mais inesperados.
Vejamos o negócio das funerárias. Pouco sectores são tão sensíveis, tão pessoais e tão dependentes de um toque humano como o negócio de tratar dos serviços funerários de alguém. Mas um estudo feito a funerárias de Berlim, na Alemanha, descreve o que aconteceu quando opções menos pessoais, mas mais acessíveis, chegaram ao mercado. As empresas digitais mais agressivas formaram uma vaga sem precedentes de concorrência no final da década de 1990. Os serviços online com descontos aproveitaram a optimização dos motores de busca para criarem posições de mercado dominantes, deixando as empresas estabelecidas com poucas opções além de entrarem no mundo online para concorrerem contra as rivais digitais, e entre si próprias, nos preços – e não na reputação e nas relações.
Poucos executivos contestariam que a influência disruptiva da digitalização está a crescer – e rapidamente. Mas, curiosamente, poucas provas empíricas revelaram a magnitude da disrupção digital ou como as empresas estabelecidas estão a reagir a uma escala mais alargada. Os líderes sabem que têm um problema – e sabem que devem reagir a esse problema -, mas possuem poucas directrizes que determinem a melhor acção a tomar.
Numa tentativa de lidar com as lacunas, a McKinsey & Co. fez um estudo global a executivos seniores para compreender como a digitalização afecta diversos sectores e como as empresas estabelecidas estão a responder. Com algumas excepções notáveis e importantes, a resposta é: “Não muito bem.”
Leia o artigo na íntegra na edição de Outubro da Human Resources Portugal.