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Como será a liderança no futuro que começa hoje?
Contrariamente ao que acontecia no passado, os lideres do futuro estarão preocupados em introduzir e gerar emoções positivas no ambiente de trabalho. Isso exigirá novas competências.
Por Carlos Carreira
O processo de liderança de pessoas no futuro não será muito diferente do de hoje, como este não é muito diferente do de há séculos atrás. A natureza humana permanece, basicamente, a mesma. Contudo, o contexto de liderança será muito diferente. Assim, o estilo e a forma, e, consequentemente algumas competências necessárias para liderar, assumirão também formas diferentes.
Os grandes vectores de diferença de contexto no futuro, com pendor mais colaborativo, de maior proximidade e com maior escrutínio do que no passado e presente, deverão resultar do actual processo de globalização e democratização, de sistemas políticos e sociais de natureza mista e de um forte desenvolvimento económico, do conhecimento e das tecnologias, com uma extensa robotização e digitalização da generalidade das tarefas hoje desenvolvidas pelo ser humano. O que promoverá diferenças nas competências e comportamentos dos liderados, destacando-se um nível de competências e conhecimentos mais elevado e uma maior exigência em termos de qualidade de vida.
O estilo de liderança, por sua vez, deverá também resultar das tendências de desenvolvimento de hoje, continuando a manter um forte enfoque nos resultados mas acentuando ainda mais a componente das relações, reforçando aspectos como a capacidade de iniciativa, autonomia e responsabilidade (empowerment), a par da promoção do desenvolvimento, satisfação e realização pessoais.
Serão então exigidas aos líderes as tradicionais competências de inteligência cognitiva e da capacidade de adaptação da abordagem a cada situação particular (liderança situacional), mas acentuar-se-ão as exigências da chamada “inteligência emocional” e da congénere “inteligência instintiva”.
Leia o artigo na íntegra na edição de Dezembro da Human Resources Portugal.