A chave para o bem-estar dos colaboradores passa por aqui

«O trabalho flexível vem provocar uma mudança na antiga mentalidade de trabalho por horários, focando-se no que realmente importa: os resultados.»

 

Por Joana Barros, senior Marketing executive da Michael Page

São cada vez mais as empresas que apostam nos horários flexíveis e/ ou trabalho remoto para aumentar o rendimento, criatividade e bem-estar dos seus colaboradores. Se for aplicado de forma bem pensada e planeada, permitir que o colaborador concilie o seu percurso profissional com as suas responsabilidades pessoais pode trazer grandes vantagens, quer para o colaborador, como para a empresa.

Por exemplo, ao dar liberdade ao colaborador para se organizar, o seu manager demonstra que confia nele, incentivando o seu engagement e incrementando também o seu rendimento e sentido de responsabilidade.

Existem muitas formas de pôr em prática a flexibilidade de horários. Algumas empresas ajustam a hora de entrada e de saída do escritório às necessidades do colaborador, permitindo que este organize seu dia de trabalho.

É também frequente estabelecer um regime menos “livre”, com horários concretos definidos para reuniões e eventos da empresa, deixando o resto do dia disponível para que os colaboradores se organizem.

Outras organizações definem um número de dias por semana ou mês que o colaborador pode usar para trabalhar remotamente – todavia, para algumas vertentes de pensamento, o limite temporal definido já implicará em si um certo entrave à flexibilidade.

De facto, apesar de a flexibilidade ser uma tendência actual e serem cada vez mais os esforços para que se avance nesse sentido, esta é uma realidade bastante recente em Portugal, havendo muitas dúvidas e receios na sua aplicação.

Contudo, à medida que o mercado de trabalho evolui – e com a crescente pressão das novas gerações (millennials e Y) – cada vez mais empresas se focam neste tema, procurando soluções win win.

Entre as vantagens, destaca-se o aumento da motivação e engagement dos colaboradores, a possibilidade de reduzir custos fixos, a redução do tempo passado no trajeto casa-trabalho-casa (seja por trabalhar remotamente ou por se evitar as horas de maior trânsito) e o aumento do salário emocional dos colaboradores, que procuram cada vez mais algo que vá além da remuneração base.

O trabalho flexível vem provocar uma mudança na antiga mentalidade de trabalho por horários, focando-se no que realmente importa: os resultados. Esta flexibilidade deve ser acompanhada de um sentido de dever e responsabilidade por parte da empresa mas também do colaborador.

Para a empresa, poderá ser útil criar relatórios de actividade para acompanhar o trabalho do colaborador e reuniões de follow up para reduzir o risco (que não é nulo) de procrastinação por parte do colaborador.

Importa ainda mencionar que existem determinados sectores ou departamentos cuja sua aplicação é mais difícil. São sobretudo as funções relacionadas com o atendimento ao público, que requerem um trabalho de equipa constante ou contacto directo com clientes ou com os colegas.

Por último, há que reforçar que a flexibilidade laboral não deve considerar-se um privilégio exclusivo das pessoas que, por motivos sociais ou familiares, consideramos à partida que têm de conciliar o trabalho com a vida pessoal. São cada vez mais os colaboradores que querem (e podem) beneficiar de um horário flexível por motivos pessoais, independentemente de terem pessoas dependentes de si.

Em suma, ao darmos mais poder aos colaboradores sobre o seu tempo, iremos motivá-los e torna-los mais produtivos. Cada vez é mais comum estabelecer um regime flexível, em que o trabalho é executado, nos períodos de maior eficácia para todas as partes.

A flexibilidade não deve ser encarada como uma forma de trabalhar mais ou menos, mas sim como uma ferramenta para trabalhar melhor.

 

 

 

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