
Ancestrais – de lideradas a líderes (parte I)
Por Rui Roque, sociólogo
No seguimento da reflexão anterior sobre “o empreendedorismo no feminino” e movido por algumas dúvidas, bem como algumas sugestões, resolvi recuar ao início do século passado, e tentar perceber de que modo a mulher portuguesa desse tempo, criou, interiorizou e transmitiu às gerações posteriores, embora com outros nomes, conceitos como superação, resiliência e antifragilidade. Esta força, a que Natália Correia mais tarde vai apelidar de Matrismo, possibilitou as condições necessárias para diminuir o gender-up e permitiu toda esta evolução/superação, da qual resultou uma sociedade mais “justa e equitativa”.
Conceitos como superação, resiliência e antifragilidade sempre existiram, pois só assim se compreende como foi possível lutar contra as adversidades de então. Será como definiu Rafaela Santos (Oliveira: 2018): “A resiliência não tinha nome, mas sempre existiu”. Já relativamente à antifragilidade, embora não haja uma definição concreta, optei por seguir o conceito de Ricardo Caldeira (2022), que vai buscar o conceito a Taleb e que podemos definir do seguinte modo “É um estado evolutivo, um estado superlativo de resiliência. É uma adaptação positiva face a adversidade. (…) Um estado em que o indivíduo além de se adaptar, cresce e melhora perante a adversidade”.
As mulheres eram aquelas a quem tudo era negado e tudo era exigido, vítimas de uma sociedade “patriarcal”, onde os direitos eram quase inexistentes e os deveres mais que muitos. Desde uma escola, para aqueles que a frequentavam, em que a divisão era feita com base no género, (escolas para rapazes e escolas para raparigas), estas últimas em menor número, fruto de uma sociedade patriarcal, mas onde, no entanto, já germinava a vontade/ambição de uma sociedade mais equitativa/justa
A imagem de uma porta da autoria do Telmo Guerra, e que segundo ele representa o abrir de oportunidades, mas também porque: “uma porta é um símbolo carregado de significados profundos e multifacetados. Representa a abertura de novas possibilidades e desafios, e é uma metáfora poderosa para as transições que experimentamos ao longo da vida. Quando uma porta se fecha, outra porta se abre, pois há sempre uma nova oportunidade. Este ciclo de fechamento e abertura é um reflexo da natureza contínua das nossas vidas pessoais e profissionais”.
Essas mulheres que souberam transformar uma casa num lar, onde, por maiores que fossem as dificuldades, tinham o engenho de trazer para o lar, o calor, o acolhimento e o amor que atenuavam as atrocidades do quotidiano. São elas o fiel da balança familiar, Schouten (2011) afirma: “Também noutros assuntos as mulheres na prática são as mais racionais: é comum que as mulheres se encarreguem da gestão dos recursos financeiros da família, conferindo aos homens o dinheiro para os seus vícios, como os gastos na adega, os cigarros e as apostas (Cole 1994 105; Peletz 1994)”. Ao longo do século passado, a mulher foi ganhando espaço, numa sociedade mais igualitária. Damásio (2024)), citando Simone de Beauvoir, afirma: “É pelo trabalho que a mulher vem diminuindo a distância que a separava do homem, somente o trabalho poderá garantir-lhe uma independência concreta”.
Em termos temporais, a presente reflexão situa-se início do século passado e termina no “advento” do 25 de Abril de 1974. Esta reflexão faz parte de uma trilogia, que esquematizei do seguinte modo:
- Ancestrais – de lideradas a Líderes I (início do século XX até ao 25 de Abril de 1974)
- GPS – Género, Personalidade e Superação – de lideradas a Líderes II (pós 25 de Abril de 1974, até aos finais do século XX).
- Filhas de Eva – (desde o início do século XXI, até aos nossos dias).
Decidi chamá-las de Ancestrais porque, embora algumas delas ainda hoje estejam presentes, importa também lembrar aquelas que, embora já não estando, estão sempre presentes. Todos nós recordamos e retemos as “boas vivências” que tivemos seja com as nossas avós, as nossas professoras, ou mesmo a mãe ou as tias de cada um de nós, tão importantes no crescimento de cada um. Será como refere Saint-Exupéry:
“Numa dessas estrelas, eu estarei a viver. Numa delas, estarei a rir. E assim, quando olhares para o céu à noite, será como se todas as estrelas estivessem a rir contigo. E um dia quando a tua tristeza finalmente se acalmar (porque tempo suaviza todas as dores), tu ficarás feliz por me ter conhecido. Eu estarei sempre contigo, como um amigo que jamais te deixará. Não importa a distância, eu não te abandonarei”
Relativamente aos antecedentes da mentalidade do início do século, importa referir:
- A Revolução Francesa (1789-1799) que, com todos os ideais (Liberdade e Igualdade, Fraternidade), acarreta grandes alterações sociais, nomeadamente a perda de privilégios por parte da aristocracia.
- A independência dos Estados Unidos, em 1776, fruto da insatisfação colonial das treze colónias britânicas, despoletará grandes alterações, para o século seguinte. De entre as várias alterações, importa salientar a abolição da escravatura, a ascensão dos sindicatos, o sufrágio universal masculino, numa primeira fase, seguindo-se já no limiar do séc. XIX, (1893), o surgimento do primeiro voto feminino na Nova Zelândia.
No início do século passado, relativamente à realidade portuguesa, destacam-se dois momentos:
- o final da Monarquia e os primeiros anos da República, até ao início da década de 30;
- a criação do Estado Novo;
O segundo ponto permite referir as alterações sociais que marcaram o surgimento do Estado-Novo e o modo como condicionaram a sociedade portuguesa, até ao 25 de Abril de 1974. Nesta parte, optei por me socorrer da pesquisa e metodologia de Mineiro (2007) que, na obra “Valores e Ensino no Estado Novo”, descreve de forma bastante real o modo como tanto a Igreja como o Estado, viam na escola e no que ela representava, o veículo de excelência na transmissão dos valores, defendidos por ambos.
A entrada no mercado de trabalho, por volta dos anos 20/30, irá provocar grandes alterações na sociedade. Schouten afirma (2011): “As primeiras mulheres que exercem ocupações monopolizadas por homens foram e são frequentemente consideradas como “masculinas” ou assexuadas”, estão sujeitas aos olhares curiosos e supercríticos dos outros. A sobrevisibilidade e as troças excessivas dos quais são alvo, inclusive o assédio sexual, dificultam ainda mais a vida destas vanguardistas, e por isso não é de admirar que muitas desistam. Essas dificuldades são maiores nas profissões consideradas mais masculinas, que, por acaso, são profissões relacionadas com força e poder”.
Já relativamente às questões da maternidade/paternidade, importa perceber como se foram adaptando e alterando comportamentos ao longo deste período. Ainda seguindo a teoria de Schouten: “O papel da mãe é mais exigente do que o do pai, claramente no aspecto biológico, mas também em temos de actividade. Não é por acaso que na língua inglesa o verbo “to mother”, designa cuidar, não só dos próprios filhos como de outras pessoas, enquanto “to father” até muito recentemente apenas referia o papel do homem na concepção da criança.”
Alguns anos após o final da Primeira Guerra Mundial, por volta de finais da década de 20, a mulher portuguesa, cuja acção é condicionada além dos valores de uma sociedade patriarcal, pela ideologia do Estado-Novo, começa gradualmente a conquistar um novo espaço. A ideologia defendida por esse mesmo Estado: “A autoridade do pai, e o respeito dos filhos, a honra e pudor da mulher – cujo trabalho fora do lar deveria ser evitado – o amor à Pátria, eis outros tantos valores tradicionais que necessitam da família para se imporem na sociedade.”
De uma forma resumida, podemos apontar como causas do gender-up (fosso cultural entre géneros), os seguintes:
– acesso desigual à educação;
– falta de equidade no mercado de trabalho;
– falta de protecções legais;
– falta de autonomia sobre os próprios corpos.
O poema de Estrela Correia (2025) é transversal ao espaço temporal analisado, desde o início do século até ao 25 de Abril de 1974:
No meu país,
Quando aprender a ler e escrever era um privilégio;
E se faziam os deveres à luz da candeia;
Quando se ia para a escola com os sapatos com que se nascera;
E os vestidos iam sendo aumentados à medida que as pernas cresciam;
Quando as calças se iam transformando em calções;
Quando comer uma sardinha inteira era dia de festa;
Enquanto os pais comiam a fome com broa para que os filhos comessem batatas;
Quando a violência doméstica era um costume mais que tolerado…;
E só se ia ao médico para morrer;
Quando a maioria da população nunca avistaria o mar;
Mas se ia para a guerra sem saber porquê;
Quando se trabalhava do sol, à lua;
E o contrabando era uma forma de subsistência;
Quando se deixava em testamento a eterna pobreza;
Assim fugir do país era a única esperança de dizer adeus à miséria (…)
Esta era uma sociedade, em que a maioria não sabia ler nem escrever, e onde embora de uma forma “condicionada”, era urgente a alfabetização generalizada, embora sempre condicionada em função do género, fruto de uma sociedade patriarcal. Beauvoir (2022), a esse respeito refere: “A rapariga, mais dominada pela mãe que o irmão, sofre mais as influências religiosas. Ora, nas religiões ocidentais, Deus Pai, é um homem, um ancião dotado do atributo especificamente viril: uma opulenta barba branca. (…) Para uma menina piedosa, as relações com o Pai esterno, são análogas às que mantém com o pai terrestre.; como se desenvolvem no plano imaginário, ela conhece até uma submissão mais total. (…) A Virgem acolhe de joelhos as palavras do anjo e responde: “Sou a serva do Senhor”. Maria Madalena prostra-se de joelhos aos pés de Cristo e enxuga-os com os seus longos cabelos de mulher. As santas declaram de joelhos o seu amor ao Cristo radioso. De joelhos, no odor do incenso, a criança abandona-se ao olhar de Deus e dos anjos: um olhar de homem”.
Muraro considera a esse respeito que: “As culturas ocidentais, de herança judaico-cristã, transmitiram durante séculos uma imagem ambígua da mulher: por um lado, Eva, cujo desejo de saber a torna instrumento de perdição; por outro, a virgem Maria, que pela sua pureza se torna veículo de salvação. É pela mulher que entram no mundo o mal originário e o bem redentor”.
Mas de que modo a Igreja e o Estado transmitem e divulgam os seus valores/crenças?
O veículo de excelência utilizado tanto por um, como por outro, é a escola.
A escola torna-se veículo transmissor dos valores sociais.
Em 1926, dá-se a primeira reforma do ensino e, entre as várias medidas tomadas, destacam-se:
- redução do Ensino Primário para 4 anos;
- a separação por sexos na escola.
Em 1937, novas medidas são tomadas, nomeadamente a campanha visual dos quatro quadros, que entre outros objectivos visava reforçar a ideologia. Baseada na temática: “Virtudes a adquirir – A obediência”, esta campanha baseava-se em quatro imagens:
– uma família a jantar;
– o professor numa sala de aula;
– o padre na Igreja;
– a obra do governo.
Aquando do 10.º aniversário da tomada de posse de Salazar, verifica-se nova campanha de reforço da ideologia. Esta campanha tinha como objectivos:
– exibir os efeitos do “milagre financeiro” de Salazar;
– revelar o progresso das vias de comunicação marítimas e terrestres;
– mostrar as redes de distribuição de água e rede eléctrica criadas;
– apresentar a construção de novos edifícios públicos, com destaque para o alargamento do parque escolar com a construção de novas escolas primárias.
Mineiro (2007), baseando-se em António Nóvoa, refere: “O Estado-Novo, concede grande importância às questões educativas e define (…) a escola como espaço privilegiado de doutrinação da integração social”.
Mas, como vimos anteriormente, também Beauvoir (2022) se debruça sob o desenvolvimento da criança. Segundo ela, é no seio da família que a criança interioriza o modo como evolui o mundo que a rodeia. Beauvoir (2022), afirma que “a hierarquia dos sexos manifesta-se-lhe, primeiramente, na experiência familiar; compreende pouco a pouco que se a autoridade do pai não é a que se faz sentir mais permanentemente é, no entanto a mais soberana. (…) Ele é quem alimenta a família. É o responsável e o chefe. Habitualmente trabalha fora, e é através dele que a casa se comunica com o resto do mundo”.
Nos finais da década de cinquenta do século passado, começam a surgir alguns movimentos de “revolta”, liderados por mulheres. Gradualmente. e fruto de alguns movimentos que surgiram na Europa no pós Segunda Guerra Mundial, também em Portugal, estes movimentos fazem-se sentir, embora com um desfasamento temporal de cerca de uma década.
Assim em 18 de Maio de 1954, a morte de Catarina Eufémia irá influenciar diversos autores que, mais tarde na década de setenta, reforçaram o combate ao regime autoritário, à sociedade patriarcal, e aos valores que esta protagoniza.
Simone Beauvoir não questiona apenas a origem do patriarcado, mas coloca a questão relativamente à origem da “submissão”, da mulher. Como resposta a esta questão, a autora aponta três factores que estão na origem de tal comportamento:
– a desigualdade perante a sexualidade e a reprodução;
– a associação de mulheres com a natureza e os homens com a cultura;
– o trabalho doméstico não pago.
Relativamente aos estudos do género, podemos afirmar que até aos anos 70, podemos dizer que dominava o androcentrismo, em que, segundo Schouten, nos estudos até então: “a atenção era quase exclusiva para o homem e as conclusões acerca de uma sociedade ou comunidade no seu todo eram retiradas a partir da vivência masculina”. Em 1975, Edwin Ardener introduz no debate do género o conceito de cultura silenciada (muted culture), que define como sendo “o conjunto de ideias e normas existentes no seio dos grupos com pouco poder (por exemplo as mulheres, que não são explicitadas em público e por isso raramente registadas pelos investigadores”. Em público, os muted groups: “devem exprimir-se nos moldes prescritos pelos dominantes (…). O seu modelo da realidade, a sua mundivivência não pode realizar-se nem exprimir-se utilizando os termos do modelo dominante masculino”.
Na década de 70, as autoras Maria Isabel Barreno, Maria Teresa Horta e Maria Velho da Costa, serão o rosto visível do movimento que ficou conhecido pelas “Três Marias”. Estas autoras em conjunto escreveram as “Novas Cartas Portuguesas”, uma obra completamente revolucionária num país fechado ao mundo e que por muitos foi considerada uma das impulsionadoras da queda do Estado-Novo.
Patrícia Reis (2024) escreve, relativamente à publicação da Antologia de Poesia Portuguesa Erótica e Satírica, e ao consequente julgamento: ”A Teresa não foi envolvida, mas era evidente que ela era uma mulher que se distinguia da norma, muito longe da tradição cristã. Tinha uma voz. A indignação contra o regime subia de tom, Teresa acompanhava-a.”
Mas também outras mulheres, tiveram influência no combate ao regime:
– Natália Correia, introduz o conceito de matrismo, como sendo o que melhor define a realidade nacional, ao contrário do feminismo (termo vulgarmente utilizado nos países europeus). Para Natália, é à mulher que “pare”, que a Mãe-Natureza confia a continuidade da espécie. E, como tal, ela deve ter voz mais interventiva, relativamente ao número de filhos, à sua instrução, de modo a diminuir a dependência que a sociedade patriarcal lhe impõe. Defende ainda que: “a mulher deve seguir as suas próprias tendências culturais, que estão intimamente ligadas ao paradigma da Grande Mãe, que é a grande reserva da Natureza, precisamente para os impor ao mundo, ou pelo para os introduzir no ritmo das sociedades, como uma saída indispensável para os graves problemas que temos e que foram criadas pelas racionalidades masculinas”.
– Maria Lamas, no estudo antropológico “Mulher Portuguesa”, retrata as injustiças e as desigualdades entre os dois sexos. Neste trabalho, a autora descreve as condições discriminatórias em que vivem as mulheres portuguesas. Em 1950, no livro “As Mulheres do Meu País” (Reis:2024): “De duas uma: ou a mulher aceita resignadamente as circunstâncias da sua vida e cai numa espécie de marasmo espiritual e mental, movendo-se apenas entre as graves preocupações do orçamento caseiro, as compras, as limpezas, o arranjo da roupa, as refeições que é preciso ter pronta a horas certas, as doenças dos filhos e as mil pequenas coisas, sempre iguais e sempre enervantes, que lhe enchem o dia, ou não consegue anular as suas aspirações, e vai sentido crescer em si uma revolta que só dificilmente chega a dominar e que a entristece, transformando- -lhe a vida num autêntico suplício”.
– Sophia de Melo Breyner, através da sua poesia, eleva o papel, bem como a mentalidade que a mulher deve ter na sociedade de então:
“Há mulheres que trazem o mar nos olhos
Não pela cor
Mas pela vastidão da alma.”
Foram várias as mudanças que foram acontecendo no universo feminino, bem como nos grupos envolventes (família, emprego, etc.). Gradualmente a mulher vai diminuindo o gender gap (fosso cultural entre os dois géneros), permitindo que em vésperas do 25 de Abril de 1974 possa sonhar com uma maior igualdade, pois a igualdade será mesmo um dos desafios de Abril.
Quais as expectativas das mulheres relativamente aos ideais de Abril?
– aumento da participação das mulheres no mercado de trabalho;
– redução do gender gap entre os salários dos homens e das mulheres;
– inclusão de novas políticas de ensino/formação desde cedo, de modo a introduzir novos valores na consciência dos futuros cidadãos;
– acesso a um maior número de mulheres nos cargos de poder nas empresas.
Hoje, passados 50 anos de Abril de 1974, a mulher portuguesa continua a não ter as mesmas oportunidades de trabalho, de carreira, entre outros objectivos de Abril que estão por cumprir.
Muito houve, há e haverá, para se reflectir acerca da questão do género. Outros factores serão analisados nas reflexões posteriores, tal como referi anteriormente.
Numa altura em que a equidade do género ainda não chega a todos os sectores da sociedade, importa perceber de onde vimos para percebermos para onde queremos ir. Termino, com as palavras da Presidente Ursula van der Leyen, num artigo publicado na Union of Equality, no qual defende a pertinência do estudo do género: “A igualdade do género é um princípio fundamental na União Europeia, mas não é uma realidade. Nas empresas, na política e na sociedade em geral, só poderemos concretizar plenamente o nosso potencial se utilizarmos todos os nossos talentos e diversidade. Utilizar apenas metade da população, metade das ideias ou metade da energia não é suficiente”.
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