Bónus das pensões em 2026 será pouco provável, reconhece ministro das Finanças

Em entrevista à Rádio Renascença, o ministro das Finanças admite que, ao contrário do que sucedeu nos últimos dois anos, a atribuição do suplemento extraordinário às pensões em 2026 será “mais difícil”, avança o Jornal de Negócios. O peso dos empréstimos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) nas contas públicas é a razão apontada por Miranda Sarmento.

 

«Repare, é muito mais difícil em 2026 porque de facto, por estes factores que eu referi, nomeadamente nos empréstimos PRR, nós mantemos o ponto que dissemos em 2024 e 2025, dependerá da execução orçamental. Mas é bastante mais difícil fazê-lo em 2026 do que foi fazê-lo em 2024 ou 2025 porque estes empréstimos PRR, uma decisão do anterior Governo de maioria absoluta do Dr. António Costa, pesam muito nas contas públicas no próximo ano», afirmou o governante.

Com o início do processo de discussão da proposta de Orçamento do Estado para 2026 na Assembleia da República, o ministro responsabiliza o Parlamento na eventual aprovação pela oposição de medidas que possam desequilibrar o documento, que prevê um excedente escasso de 0,1% do PIB. «Se o país quer manter o equilíbrio orçamental existente e uma redução da dívida, é importante que o Parlamento tenha responsabilidade«, referiu.