Cinco desafios que as empresas vão enfrentar este ano e vão precisar da ajuda dos Recursos Humanos

A crise pandémica marcou o mundo económico e o mercado empresarial sofreu de forma desigual com o impacto da pandemia, deixando empresas e organizações numa situação muito delicada devido a encerramentos forçados e quedas de receita. Neste contexto, a consultora Robert Walters identificou os cinco principais desafios que as empresas terão que superar com o auxílio de seus departamentos de RH este ano.

 

1. Guerra pelo talento global
Até há um ano, o teletrabalho era impensável para a grande maioria das empresas portuguesas que não tinham qualquer vínculo com o sector tecnológico. A sua generalização voluntária ou forçada em inúmeras empresas, local e globalmente, abriu as portas para um novo tipo de trabalho.

«Esta situação tem favorecido que as empresas possam contratar trabalhadores em qualquer parte do mundo, bem como que qualquer organização independentemente da sua localização, coloque os holofotes nos talentos portugueses. Essa luta pelo talento vai obrigar a elevar os padrões de cultura organizacional e de salários de muitas empresas», explica François-Pierre Puech, country manager da Robert Walters Portugal.

 

2. Mudanças nas estruturas de compensação dos colaboradores
A queda da facturação, a mudança nas modalidades de trabalho e as perspectivas de futuro da economia colocaram as estruturas de remuneração que as organizações construíram em risco. Num ambiente de contenção salarial, as empresas terão que descobrir formas para compensar monetariamente o desempenho de cada profissional no curto, médio e longo prazo.

«No ambiente turbulento de hoje, algo tão simples como transparência, comunicação fluida e reconhecimento interno contribuem para a estabilidade emocional e a satisfação dos colaboradores. Os profissionais exigirão que suas organizações dissipem aqueles ambientes que geram incertezas, se comuniquem com fluência, invistam em sua formação, cuidem de sua saúde e ofereçam agilidade para sua conciliação pessoal», esclarece François-Pierre Puech.

 

3. Motivação e integração da equipa remota
Devido à pandemia, muitas empresas não regressaram aos seus escritórios físicos, e algumas delas, principalmente as pertencentes ao sector de tecnologia, optaram pela implantação do teletrabalho de forma permanente ou indefinida.

«Os profissionais precisam estabelecer vínculos afectivos com colegas e superiores para aumentar o sentimento de pertença. Esse sentimento é mais complexo de ser alcançado em colaboradores remotos, porque se não houver um plano de boas-vindas definido, os novos colaboradores não vão absorver a cultura e os valores corporativos, não se vão sentir parte da organização e seu desempenho, progressão e lealdade podem acabar por não ser o esperado», comenta country manager da Robert Walters Portugal.

Embora em alguns sectores o trabalho remoto seja amplamente apreciado, muitos profissionais com preferência por um modelo híbrido foram obrigados adaptar-se a essa modalidade. As organizações em que isso acontece devem por isso reinventar seus espaços de trabalho para desenvolver motivações de sua força de trabalho.

 

4. Impacto interno das reestruturações
O contexto económico tem levado muitas empresas a reestruturarem sua força de trabalho, seja com saídas forçadas ou com mudanças internas. Porém, se o procedimento não for realizado de forma correcta, o sentimento entre os trabalhadores será de distanciamento, diminuindo o comprometimento emocional com a organização.

 

5. Desenvolvimento interno de novas competências
Um ambiente em mudança exige profissionais ágeis e à frente de novos eventos. As empresas, através dos seus departamentos de RH, devem desenvolver competências entre os seus colaboradores que facilitem seu trabalho, desempenho e lhes permitam desenvolver o seu potencial nesses novos ambientes. Nos programas de formação, e requalificação, deve ser promovido o desenvolvimento de soft skills como:

  • Senso crítico
  • Curiosidade
  • Capacidade de síntese
  • Capacidade de análise
  • Sensibilidade tecnológica

 

«A gestão das empresas e dos seus departamentos de Recursos Humanos nos próximos meses será fundamental para uma organização sólida e empenhada. São as pessoas que constroem as organizações no dia a dia, portanto colocá-las no centro da estratégia será essencial para manter a organização à tona e fazer a organização crescer» conclui o country manager da Robert Walters Portugal.

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