Cofidis: Sustentabilidade humana, o imperativo estratégico das empresas

Vivemos um tempo em que os desafios sociais deixaram de ser meros elementos da paisagem para se tornarem protagonistas.

 

Por: Laurence Facon, directora de Transformação Estratégica, Sustentabilidade e Qualidade da Cofidis Portugal

 

A crise demográfica, o envelhecimento da população, a pressão sobre o equilíbrio entre vida pessoal e profissional ou as desigualdades no acesso ao trabalho deixaram de ser meras tendências; são, hoje, questões centrais para quem gere pessoas e pensa o futuro das organizações.

Neste contexto importa colocar uma pergunta simples, mas decisiva: e se cuidar fosse, também, um acto económico? E se o papel das empresas passasse por promover uma nova cultura de liderança, onde o impacto social é medido não só em políticas, mas na forma como essas políticas transformam a vida de quem nelas trabalha?

É aqui que a responsabilidade social deixa de ser um eixo acessório da gestão de pessoas e se torna numa lente estratégica – através da qual se olham decisões tão diversas como os modelos de trabalho, os programas de parentalidade, o bem-estar emocional, a educação ou o compromisso com a inclusão.

Para a Cofidis, isto é Sustentabilidade Humana: uma abordagem integrada que cruza wellbeing, inclusão, literacia financeira e compromisso comunitário. Não o fazemos por modas, nem por métricas reputacionais. Fazemo-lo porque acreditamos que cuidar das pessoas é um imperativo estratégico, e uma alavanca de desenvolvimento económico e social.

É por isso que criámos um programa de parentalidade com medidas pioneiras, que desenhámos um modelo de voluntariado activo com os nossos colaboradores nas escolas, que acolhemos diariamente projetos sociais nas nossas instalações, como o Café Joyeux, a Associação Crescer e o Bureaux du Coeur, ou que formámos mais de 50.000 jovens em literacia financeira desde 2023, através da Escola das Finanças.

Estas acções não vivem separadas da estratégia; são, na verdade, a sua expressão mais concreta. São a forma como traduzimos uma convicção: a de que as empresas têm hoje o dever de gerar impacto positivo real, dentro e fora das suas portas. E que quem lidera pessoas tem a responsabilidade e a oportunidade de o fazer com visão, coragem e humanidade.

Porque quando uma organização escolhe cuidar, não está apenas a ser socialmente responsável. Está a construir o futuro com intencionalidade. E isso é a base do progresso e a essência da liderança.

 

Este artigo faz parte do Caderno Especial “Responsabilidade Social” que foi publicado na edição de Junho (nº. 174) da Human Resources.

Disponível nas bancas e online, na versão em papel e na versão digital.

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