Comunicação interna: terapêutica para a incerteza

Human Resources
31 de Julho 2020 | 09:00

Em tempo de pandemia, e com a imposição do teletrabalho e de um conjunto alargado de medidas que vieram alterar as rotinas diárias, pessoais e profissionais, a comunicação no seio das organizações tornou-se não só mais desafiante, como imprescindível.

 

por Matilde Coruche, HR & Comms director na AstraZeneca Portugal

 

Mas ainda que manter os colaboradores informados acerca das decisões que vão sendo tomadas para a gestão da companhia durante a pandemia e ao impacto desta na actividade diária seja essencial, é preciso ir mais além e definir estratégias capazes de aproximar o que está fisicamente distante, mantendo a conexão das pessoas às empresas. É necessário juntar, mesmo que virtualmente, as equipas, mantendo, sempre que possível, o contacto visual. Assim, mais do que nunca, as chefias directas devem fazer um acompanhamento diário, não no sentido de controlar, mas de um verdadeiro acompanhamento, dando respostas às necessidades e aos desafios de cada um. E, ao mesmo tempo, criar momentos que demonstrem aos colaboradores que a empresa está a pensar neles e no seu bem-estar. Tudo isto porque, se à distância física juntarmos a incerteza e o receio vivido a nível mundial, facilmente percebemos que esta comunicação de proximidade ganha ainda mais relevância nesta altura.

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Na AstraZeneca fizemos, além das necessárias alterações do ponto de vista de gestão de RH decorrentes do novo dia-a-dia das pessoas, um reforço da comunicação interna, usando diferentes canais para fazer passar a mensagem. Alguns já os usávamos, outros intensificámos o seu uso e criámos diversos momentos com e para as pessoas, seja através de reuniões para toda a empresa, do envio de mensagens personalizadas, ou da disponibilização de sessões de aconselhamento nutricional, psicológico e de exercício físico. E todas estas ações têm demonstrado que, apesar da distância física, conseguimos reforçar a proximidade, manter o espírito de equipa e o sentimento de orgulho de fazer parte de uma empresa como esta.

Resultados de um inquérito interno, concluído muito recentemente, demonstraram uma grande satisfação por parte dos colaboradores com a forma como a empresa tem feito a gestão da pandemia, nomeadamente, no que diz respeito ao esforço para manter os colaboradores informados sobre os temas que os impactam, ao apoio dado pelos líderes de equipa e pelos próprios colegas. Isto ao mesmo tempo que partilharam a sua adaptação ao trabalho remoto e que deriva, essencialmente, de todas as ferramentas que a companhia já dispunha e cujo uso foi intensificado durante este período. O mesmo inquérito indica que 94% dos colaboradores recomendaria a AstraZeneca como um excelente local para trabalhar, um dado que se mantém constante ao longo dos anos.

Dados que são, naturalmente motivos de orgulho, indicando-nos que estamos no caminho certo. No entanto, são também desafios para nos continuarmos a superar, sabendo que, para tal, a conjugação de factores como uma liderança forte e a aposta nas Pessoas e no seu empowerment são fundamentais. Mas este factores têm, obrigatoriamente, de ser acompanhados por uma boa estratégia de comunicação interna.

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Em suma, e num momento de mudança e incerteza como o que vivemos, uma boa comunicação é decisiva para incluir toda a organização no mesmo barco, com a garantia de que todos remam, sintonizados, para o mesmo lado.

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